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17 de setembro de 2023

Bocejo

Last Time I Saw You
Nicki Minaj


É preciso admitir que sonoramente é sempre interessante ver o que a Nicki Minaj vai mostrar nas suas canções. Nem sempre vale a pena como é o caso de Last Time I Saw You.

Uma balada romântica pop/rap/R&B, a canção é simplesmente chatinha e sem graça. Não é o problema da escolha sonora já que a rapper já entrou boas canções românticas ao longo dos anos. O problema é que Last Time I Saw You é linear demais e não tem nada excitante ou criativo. Boa instrumentalização, letra ok e uma performance contida e sólida de Minaj e apenas isso. Sem nada realmente que a faz se destacar, Last Time I Saw You é um grande bocejo.
nota: 5,5

16 de julho de 2023

Barbie Curta

Barbie World
Ice Spice, Nicki Minaj & Aqua


O filme Barbie mesmo antes de estrear já pode ser considerado um dos eventos pop mais importantes dos últimos dez anos. E isso também se associa com as canções da sua trilha recheada de nomes hypados. Depois da Dua Lipa foi lançando Barbie World da Ice Spice e a Nicki Minaj com o icônico sample do Aqua.

A canção poderia facilmente ser um desastre, mas, felizmente, escapa disso ao ser uma divertida e leve hip hop, drill, pop rap que com o bom uso do sample de Barbie Girl consegue exatamente pegar toda a vibe do filme adicionando as personas rappers de maneira a criar uma coesa e, principalmente, despretensiosa canção. O problema de Barbie World é que a canção tem apenas um minuto e quarenta e nove segundos, deixando tudo rápido e rasteiro demais até mesmo para uma canção que não tem intuito de ser profunda. Essa decisão corta bastante a graça que a canção poderia ter, especialmente devido a não continuar elaborar a presença de Nicki e Ice e a química que as duas possuem. De qualquer forma, Barbie World é mais um tijolo na construção do mega evento que vai ser Barbie.
nota: 6,5

5 de maio de 2023

Receita de Sucesso

Princess Diana
Ice Spice & Nicki Minaj

Parece que a carreira da Ice Spice vai decolar de vez. Depois de estourar comercialmente ao participar de Boy's a Liar Pt. 2, remix da canção da PinkPantheress, a rapper faz o caminho reverso com o remix de Princess Diana com a participação da Nicki Minaj.

Mesmo não sendo a melhor do EP Like..?, a versão original representa as principais qualidade da rapper novata ao saber “entregar faixas irreverentes, excêntricas, despretensiosas e com um pé no irritante, sendo feitas para hitar em virais nas redes sociais”. E Princess Diana é exatamente isso com a sua batida drill rápida e sua maquina de atirar versos diretos e cheios de tiradas rasteiras e diretas. Ao contrário que acontece com outras canções, a versão remix é bastante beneficiada com a presença do verso da convidada. Minaj não aparece apenas para dar star power, mas para dar substancia realmente impressionante para a canção com um verso que fazia muito tempo a mesma não entrega. Com uma performance tão descontraída, Nicki lembra os velhos tempos em que a mesma era tão excitante quanto Ice Spice que suas participações eram o ponto alto das canções. Quem diria que seria pela novata Ice Spice que a gente iria relembrar o motivo pela Nicki Minaj é uma das melhores rappers de todos os tempos.
notas
original: 7
remix: 7,5


12 de março de 2023

Acelera, Nicki!

Red Ruby Da Sleeze
Nicki Minaj


Já faz um tempo considerável que a Nicki Minaj não lança uma música realmente boa que ouvir Red Ruby Da Sleeze é uma verdadeira surpresa. Uma pena que ainda está bem longe do auge que a rapper pode entregar.

O grande problema da canção é ter uma performance “lenta” da Nicki. A produção acerta nesse hip hop, R&B, dancehall devido a sua concentrada e encorpada instrumentalização, criando uma canção original e distinta. Entretanto, Red Ruby Da Sleeze parece pedir que a Nicki a entoe com a sua incontrolável e rápida verborragia e, não, com uma performance lenta e marcada. Não que seja ruim, mas deixa a canção sem o impacto que teria se a Nicki pisasse no acelerador na ladeira. De qualquer forma, Red Ruby Da Sleeze pode ser abertura de uma nova era da Nicki Minaj. Aguardemos. 
nota: 7


17 de janeiro de 2023

Uma Segunda Chance Para: Anaconda

Anaconda
Nicki Minaj


Com a volta da Nicki Minaj ao sucesso comercial com Super Freaky Girl que resenhei devido a presença de certo produtor envolvido resolvi voltar alguns uns e olhar novamente para a canção que colocou a rapper definitivamente no panteão das grandes estrelas pop: Anaconda. E para o bem ou para o mal, a canção é um dos momentos mais importantes da década passada.

Acredito que a canção seja a representação bastante fiel de toda a carreira da Nicki: ame-a ou odeia-a. Não existe meios termos ou opiniões medianas. Ou você gosta ou odeia com muita força. Lançada como segundo single do terceiro álbum da rapper The Pinkprint de 2014, Anaconda é uma explosiva, afrontosa, grudenta e comercial ao extremo mistura de hip hop, pop rap e toques de drum bass que cria algo tão distinto e excêntrico que fica bem no limiar entre o absurdamente viciante e gigantescamente irritante. E o uso do sample Baby Got Back do Sir Mix-a-Lot ajuda amentar essa sensação, pois a canção apresenta essas mesmas características. E tudo colide com a explicita e controversa composição que é simplesmente uma ode ao pênis grande. Cheias de referencias e boas sacadas, a letra de Anaconda é vulgar, divertida, estridente e deliciosamente cafona, mas que funciona no instante que está de acordo com a persona que a Nicki sempre impôs durante os primeiros anos de carreira. O que para mim não tem como não apontar sendo o grande motivo para a canção funcionar é a performance espetacular, magnética, versátil e com uma dose cavalar e lendária da Nicki Minaj. Não apenas Nicki adiciona tanta personalidade que Anaconda se torna o tipo de canção que nunca poderia funcionar sem a sua presença e todas as versões que possam existir são apenas parodias pálidas do que a mesma alcançou. Anaconda é, sim, um dos momentos mais importantes da recente história do pop, mesmo que seja para ser odiada.
nota: 7,5

19 de abril de 2022

O Que Teria Acontecido com a Nicki?

We Go Up
Nicki Minaj & Fivio Foreign


Tirando todas as polêmicas envolvendo a sua vida pessoal nos últimos anos, a grande questão envolvendo a Nicki Minaj é saber o que aconteceu com a rapper artisticamente? Já faz muito tempo que não vemos uma canção que realmente mostre o lado que acostumamos ouvir a mesma desde que surgiu. E nem mesmo uma canção como We Go Up ajuda a tirar essa impressão.

Parceria com o rapper em ascensão Fivio Foreign, a canção é uma direta canção rap/hip hop que tem como principal base o drill. Sub gênero do trap, o gênero tem como fundação o uso de sintetizadores para criar uma batida encorpada. Em We Go Up, o resultado não muda muito o direcionamento original do estilo, mas resulta em uma canção madura e muito bem estruturada. O que deveria elevar o resultado final seriam as performances dos envolvidos, mas isso não acontece devido aos dois rappers entregarem apenas bons desempenhos, especialmente a Nicki. E o qual o motivo disso ser um ponto negativo é o fato da rapper já ter entregados momentos geniais em canções até piores sonoramente. Falta aquela força quase sobre-humana que fez a rapper se tornar uma das maiores da história. É uma performance sólida, forte e combina com o estilo de We Go Up, mas ainda falta a Nicki ser a Nicki Minaj.
nota 7

11 de fevereiro de 2022

O Fundo do Poço

Do We Have A Problem
Nicki Minaj & Lil Baby


Podemos falar sobre a Nicki Minaj muitas coisas sobre o seu lado pessoal, mas artisticamente a rapper é uma grande artista. Entretanto, Nicki resolveu ser algo que nunca tinha sido: dispensável. Assim resultado a chata Do We Have A Problem.

Apesar de não ter nenhum problema sério na produção, a canção é simplesmente um trabalho arrastado, chato, repetido e completamente sem graça. Já ouvimos essa mesma batida milhares de vezes e aqui não existe nada que possa diferenciar essa hip hop de qualquer outra atualmente ouvida nas rádios. Na verdade, a canção soa até mesmo datada em vários momentos, especialmente devido a participação nada inspirada de Lil Baby. Entretanto, o grande erro vem da própria Nicki que entrega uma performance completamente esquecível e massificada que não tem uma grama da sua personalidade gigantesca. Uma pena que o fundo do poço da Nicki seja tão ruim.
nota: 3

10 de maio de 2020

Guerra dos Remixes

Say So (feat. Nicki Minaj)
Doja Cat

Savage (Remix) [feat. Beyoncé]
Megan Thee Stallion

E no meio do caos eis que surge uma guerra. Felizmente, essa guerra é inofensiva, pois é sobre quem lançou o melhor remix recentemente. De um lado temos Megan Thee Stallion ao lado da Beyoncé em Savage. Do outro lado marca a presença de Doja Cat com a Nicki Minaj em Say So. E a pergunta: quem venceu?

Canção que está fazendo Doja Cat se tornar a próxima grande promessa, Say So pode até ser uma canção envolta em problemas, mas é um trabalho inspirado e um dos sucessos de 2020. A sua versão remix é, infelizmente, uma grande decepção. O principal problema é que a presença de Nicki Minaj é completamente aleatória, desnecessária e que não acrescenta em nada o resultado final. Pior: surgido do nada, o verso da rapper quebra o clímax ao mudar a batida para algo minimalista e sem graça. A música continua quase intacta após a aparição de Minaj, ajudando a canção não desandar mais ainda. O mais triste é que o verso da rapper é sozinho um bom momento que foi completamente desperdiçado. Saindo-se bem melhor está Megan Thee Stallion.

Canção de maior sucesso da rapper, Savage ganha uma versão remix com intuito de reverter todos os lucros para ajudar as vitimas do corana vírus na cidade de Houston, cidade onde as duas artistas nasceram. O resultado sonoramente não pode nem ser chamado de remix, pois está mais para um reconstrução e criação de uma nova canção. E o principal acerto é a presença magistral da Beyoncé. Exercitado o seu lado rapper, a cantora está completamente confortável nesse papel entregando uma performance inspiradíssima e com uma personalidade radiante, sexy e madura. Além disso, Bey não faz apenas uma rápida aparição, mas, sim, verdadeira participação. Na verdade, essa versão de Savage parece mais como Beyoncé feat. Megan Thee Stallion do que ao contrário, mesmo que a dona de verdade tenha seus momentos de brilhar. Todavia, os versos icônicos que Queen B entrega já entram para a categoria de momentos íconicos de 2020. Sonoramente, Savage pega o melhor da versão original, adiciona nuances e entrega uma viciante e substancial trap pop. Acredito que está bem claro quem vence essa disputa, não é?
notas
Say So: 6,5
Savage: 8

16 de fevereiro de 2020

Aposentadah

Yikes
Nicki Minaj

Depois de anunciar a aposentadoria, a Nicki Minaj fez como qualquer brasileiro irá fazer na nova previdência social: resolveu voltar a trabalhar e lançou a mediana Yikes.

Nos últimos tempos, Nicki tem entrega canções que, infelizmente, não estão nem perto do que a mesma é capaz de fazer quando inspirada. E mesmo sendo single promocional, Yikes não é nada auspicioso para o que está por vim. O principal problema da canção é o fato dela ser completamente entediante, saindo e chegando do mesmo lugar sem acrescentar nada interessante. O pior é quando a gente lembra o quanto excitante a cantora pode ser com apenas um verso, mas aqui a mesma parece em um automático em relação a sua sonoridade. A composição também vai pelo mesmo caminho ao ser, novamente, uma ode ao quanto a Nicki é foda. O que dá uma boa salvada na canção é a sempre boa performance da rapper, mesmo que já tenha melhores dias. Agora é saber se a Nicki vai realmente sair da aposentadoria ou isso é apenas um trabalho "por fora".
nota: 6

14 de janeiro de 2020

O Possível Sleeper Hit de 2020

Tusa
KAROL G & Nicki Minaj

Se existir uma coisa difícil de prever no mundo da música é saber qual canção será o famoso sleeper hit, pois, por natureza, esse tipo de sucesso é construído aos poucos até chegar ao nível de sucesso e nunca sabemos qual a canção que irá se tornar um. Todavia, se é para apostar em um que tem todas as possibilidades de virar um sleeper hit é a parceria da colombiana KAROL G com a Nicki Minaj na canção Tusa.

Nome em ascensão no mundo latino, KAROL G entrega em Tusa uma simpática e bem amarradinha mistura de latin pop com reggaeton. Longe de ser algo realmente fora da casinha, mas tem uma produção acertada que fica bem no meio do caminho entre o ruim e bom. O erro dela é colocar uma batida ao longo da canção que dá uma atrapalhada na instrumentalização. Segurando a canção está a presença da colombiana que entrega uma performance sólida que dá química com a Nicki Minaj que, como sempre, coloca a sua personalidade de forma a melhorar a canção. Subindo aos poucos as paradas ao redor do mundo, especialmente a Billboard, Tusa tem as características de um sleeper hit. Só falta saber se vai ter fôlego para tanto.
nota: 7

28 de junho de 2019

Descolado

MEGATRON
Nicki Minaj

MEGATRON, novo single da Nicki Minaj, é uma canção descolada. E, não, o adjetivo aqui não está sendo utilizado de forma positiva.

O imenso problema de MEGATRON é que a composição e a performance de Nicki estão em outro nível em relação ao irritante batida. Uma mistura de rap com reggaeton e música caribenha que poderia até legalzinha, mas prefere entregar uma linear, chata e aborrecida batida que não chega a lugar nenhum. Descolado com essa péssima decisão, a composição de MEGATRON é até divertida, bem feitinha e com alguns ótimos momentos como, por exemplo, o refrão feito para ser tão grudento como o de Super Bass ou Starships. E nem mesmo a boa performance de Nicki consegue realmente salvar a canção de ser, até o momento, uma das piores canções do ano.
nota: 5,5

24 de junho de 2018

Ariana Em Dois Atos

Bed (feat. Ariana Grande)
Nicki Minaj

Dance to This (feat. Ariana Grande)
Troye Sivan

O ano vai se desenhado para que um dos nomes femininos mais importantes seja o da Ariana Grande. Preparando o lançamento do seu quarto álbum, a cantora está presente em duas canções lançadas recentemente: Bed da Nicki Minaj e Dance to This do Troye Sivan.

Quarta parceria de Ariana com a Nicki, Bed é uma surpreendente mudaça de ares para a rapper que veio apostando em um hip hop minimalista e direto para os primeiros single do seu álbum Queen. Na nova canção, a sonoridade é bem puxad para um sensual e cadenciado pop/R&B que combina perfeitamente com a letra safadinha, lembrando canções do seu começo de carreira como, por exemplo, Right Thru MeYour Love. Entregando uma performance segura, Nicki domina a canção sem maiores problemas e a mesma se aproveita dos languidos vocais de Ariana no refrão. O problema da canção é a sua linearidade, faltando aquela explosão final que poderia dar um up para a canção. Mesmo assim, Bed ainda é um trabalho melhor que a parceria de Ariana com o Troye Sivan.

Infelizmente, a união dos dois melhores jovens artistas pop da atualidade fica devendo em muito o que era esperado. Não é ruim, pois Dance to This é um certeiro dance pop/R&B com toques gostosos de indie pop que cria uma batida diferente e bem vinda. Todavia, Dance to This parece inacabada, ou melhor, abaixo do talento de Troye e Ariana. Sabe aquela canção que tem cara, jeito e pegada de um bom filler? Então, essa é a sensação de Dance to This. Além disso, apesar de aparecer mais que em Bed, Ariana não entrega uma performance que dê razão para a sua presença na canção, podendo ter sido feito por qualquer boa cantora pop. Acredito que o maior problema é a o seu refrão que não conquista facilmente. De qualquer forma, Dance to This é uma canção pop feita para agradar quem não curte o atual mainstream e isso é algo aproveitável. Poderia ser melhor, mas está valendo. Aguardemos os próximos atos de dona Ariana Grande.
nota
Bed: 7
Dance to This: 6,5

23 de abril de 2018

2 Por 1 - Nicki Minaj

Chun-Li
Barbie Tingz
Nicki Minaj

Parece que finalmente a Nicki Minaj irá fazer a sua volta a música de forma concreta depois de ensaiar no ano passado, mas sem maiores repercussões. Dessa, porém, Nicki terá uma concorrente a altura com a Cardi B, mas pelos dois primeiros singles do seu próximo álbum já lançados Onika está pronta para a batalha.

As duas canções mostram que Nicki pode está preparando um álbum cru na sua essência, mirando diretamente na sonoridade hip hop/rap dos meados dos anos oitenta e começo dos anos noventa com influência de house music de raiz. Ambas possuem resultados semelhantes, apesar de produções diferentes, ajudando a corroborar essa minha teoria. Entretanto, o resultado entra as duas diferem um pouco, pois Chun-Li é levemente melhor que Barbie Tingz.

Chun-Li é um maduro e eficiente hip hop com uma atmosfera tensa e uma batida radiofônica. Não é o tipo de primeiro single arrasa quarteirão que a rapper normalmente lança, mas é o começo promissor e diferente. Sem precisar de nenhuma participação especial, Nicki entrega uma performance que apenas ela poderia segurar com mudanças de entonação, sotaques e de com um flow impecável. Disparando a sua metralhadora contra os haters online, construindo uma composição cirúrgica e cheia de boas sacadas como, por exemplo, o nome retirado da famosa personagem do game Street Fight. Já Barbie Tingz perde força na sonoridade menos pungente, mas tem uma ótima influência dos anos oitenta com a mistura promissora de hip hop e electropop. Além disso, a composição tem uma pegada mais carismática e uma estrutura comercial apurada, ressaltando o poder de Nicki e relevando que a mesma está pronta para o ataque. Um bom começo para o retorno de Nicki Minaj.
Chun-Li: 7,5
Barbie Tingz: 7

15 de março de 2017

3 X Nicki

Regret In Your Tears
Changed It (feat. Lil Wayne)
No Frauds (feat. Lil Wayne & Drake)

Em um ano que parece que será extremamente difícil escolhe quem vai ser o grande nome do ano, outra fortíssima candidata acaba de entrar na briga: Nicki Minaj. E se para entrar com o pé na porta, a rapper fez isso ao lançar três simples ao mesmo tempo. O primeiro analisado é o melhor deles: Changed It

A canção não é o suprassumo do rap/hip hop, mas tem uma produção tão sincera e direta que consegue sair do lugar comum com uma batida low-profile e uma cadência até gostosa de ouvir. O melhor, porém, é o fato que Changed It é a melhor parceria da Nicki com o seu padrinho lil Wayne em muitos anos. Além disso, a volta da rapper as suas raízes é interessante, podendo apontar um caminho para algum próximo trabalho. Com a mesma vibe, mas um pouco inferior está o single No Frauds.

Também contando com a participação do Lil Wayne junto com o Drake, No Frauds é parte da briga da Niki Minaj com a também rapper Remy Ma sobre algum problema que, sinceramente, não tenho a menor ideia. O que sei é que rendeu um ótimo verso para a Nicki, cheio de indiretas deliciosas e referências pop. Dito isso, No Frauds é uma produção mediana sendo dona de uma batida legalzinha, mas sem força para ser considerada uma música sensacional. Os dois rappers convidados fazem o seu trabalho de serem coadjuvantes sem maiores problemas. O grande problema, porém, desse lançamento triplo é aquela que deveria ser a melhor canção do trio: Regret In Your Tears.

Regret In Your Tears é uma mistura de rap com dancehaal, conduzido de maneira que termina como quase uma balada mid-tempo. Aquela que deveria ser uma canção que estaria no mesmo nível de momentos "românticos" da Nicki como Right Thru Me ou The Crying Game acaba como uma sonolenta e nada memorável canção sobre o fim do namoro de Nicki com o Meek Mill. Chata do começo ao seu fim, Nicki parece que gravou a canção tarde da noite e com muito sono. Nada aqui parece realmente feito para serem sucesso, mas pelo menos as outras canções não soam tão descartáveis como Regret In Your Tear. Apesar disso, não contem como a Nicki fora do corrida, pois a rapper é uma caixinha de surpresas.

nota
Regret In Your Tears: 4,5
Changed It: 6
No Frauds : 7

11 de dezembro de 2014

Nicki Delicada

Bed of Lies (feat. Skylar Grey)
Nicki Minaj


Uma das características que mais gosto na Nicki Minaj é sua capacidade de transitar entre sentimentos de maneira primorosos. Para a rapper nem sempre é hora de ostentar ou botar a "anaconda para fumar". Quando Nicki mostra a sua face romântica sempre acaba acertando como foi o caso de Your Love e Right Thru Me. E, novamente, Nicki acerta em seu mais novo single, a delicada Bed of Lies.

Melhor música lançada até agora do seu próximo álbum (The Pinkprint), Bed of Lies mostra o quanto sincera e contida Nicki pode ser uma performance sem utilizar os seus artifícios vocais conhecidos, mas confiando em uma interpretação segura e mostrando vulnerabilidade sem perder a sua personalidade. Outro ponto alto é a ótima performance da cantora Skylar Grey, também assinando a composição, no refrão e na parte final sabendo passar a delicada melancolia necessária para expressar a boa composição sobre confrontar aquele que destruir o seu coração. Uma pena que a produção não entrega nada mais sensacional do que uma boa versão de Love the Way You Lie. Contudo, Bed of Lies é um aperitivo mais substancial para o lançamento do novo álbum da Nicki. Espero que continue assim: apenas melhorando.
nota: 7,5

3 de novembro de 2014

O Esquema Minaj

Only (feat. Drake, Lil Wayne & Chris Brown)
Nicki Minaj


Um dos maiores problemas que fazem rappers mulheres sumirem depois de algum tempo após o sucesso inicial é a falta de consistência na carreira com exceção de Missy Elliott que atingiu outro nível de prestigio. Quem está conseguindo fugir desse destino é a Nicki Minaj. Existem vários motivos para a rapper ser uma exceção como, por exemplo, ela ter a capacidade de transitar pelo mundo do pop e hip hop com grande facilidade e sem perder "qualidade". Então, não é de se estranhar que depois de Anaconda, o próximo single de The Pinkprint seja Only, uma canção bem hip hop tradicional que reúne Nicki com a "rapaziada".

A canção, co-produzida por Dr.Luke e Cirkut, se beneficia de um arranjo com uma batida minimalista e dark que cria a atmosfera perfeita para unir os quatro participantes da canção. Infelizmente, Only não vai muito além de uma boa estrutura acabando em apenas mais uma promessa. Nicki não vai além do básico em sua parte entregando uma performance apenas ok assim como o rapper Drake e o seu mentor Lil' Wayne. O mais curioso da canção é colocar Drake ao lado de Chris Brown (responsável pelo refrão), pois, como todos sabem, o rapper (supostamente) pegou a Rihanna o que teria resultado em uma rixa com Brown. Novamente, Nicki erra na composição extremamente explicita e sem um tema definido já que Only seria sobre o quanto a rapper é gostosa, mas isso também não é bem claro. Felizmente, para Nicki, a canção ajuda ainda mais a consolidar o esquema para que a rapper não se torne irrelevante ou esquecida como várias das suas colegas.
nota: 6

18 de agosto de 2014

Nicki Indelicada

Anaconda
Nicki Minaj

Uma das melhores características de Nicki Minaj é que a rapper não tem "papas na língua". Seja na suas opiniões pessoas sobre vários assuntos ou mesmo nas suas composições com teor, digamos, bem explicito. Então, ouvir Anaconda, segundo single do The Pinkprint, não deveria ser nenhuma surpresa para quem conhece a rapper. Mesmo assim, acredito que muitos podem ter alguns problemas com a canção e o seu debate sobre "bundas e anacondas". Infelizmente, essas pessoas não entenderam que a canção é simples e puramente para se divertir e, não, um atentado contra os bons costumes.

Antes de entrar no quesito composição, vamos analisar outras características da canção. Não há dúvidas que Nicki é uma rapper extraordinária, mas aqui especialmente ela está arrasadora na canção. Sem precisar recorrer aos seus alter egos, Nicki entrega uma performance certeira, cheia de nuances e mostrando a sua pegada pessoal de uma maneira impecável. Há quem não goste, mas não como negar que Nicki domina uma canção como nenhuma outra rapper dessa geração. Anaconda é, basicamente, uma continuação do mega hit Baby Got Back de Sir Mix-a-Lot de 1992 já que não apenas usa uma ou duas partes como sample, mas, na verdade, a base da segunda é a base e o alicerce da primeira. Resumidamente: Anaconda é uma versão moderna de Baby Got Back. O que muda em Anaconda é a cadencia (mais frenética em vários pontos), a adição de novas influências (trap music e pop) e a introdução de algumas "brincadeiras". Mesmo mantendo a mesma qualidade na sua produção, Anaconda acaba perdendo para no Baby Got Back no quesito relevância. Lá no começo dos anos '90, Baby Got Back foi responsável por ajudar a mudar a visão que havia sobre mulheres de "bumbum grande" (basicamente, as mulheres negras) alterando o posto de pertencentes apenas ao "gueto" para símbolos sexuais nacionais. Claro, havia e ainda há toneladas de machismo e sexismo envolvidos em outros níveis, mas a canção ajudou em certos aspectos sem dúvida nenhuma. Anaconda, por sua vez, mostra que Nicki quer apenas falar de "bundas grandes" e órgãos genitais masculinos enormes. Não há uma consciência na letra de tentar passar uma mensagem que discuta a situação das mulheres tratadas como apenas como objetos sexuais, mas, pelo menos, o resultado da composição é um trabalho divertido e bem construído. Uma pena, pois essa poderia ser uma grande oportunidade de ouro para a rapper que apresenta uma silhueta "avantajada". Ao menos, a capa do single trouxe uma boa discussão sobre o conceito de beleza e aceitação: se modelos brancas e com o bumbum pequeno podem mostrá-los em revistas e outros veículos, por que Nicki não pode? É por causa da sua bunda e/ou a sua cor de pele? Se Nicki tivesse trazido isso para a sua música, Anaconda poderia ser bem mais relevante.
nota: 7

24 de maio de 2014

A Doce Minaj

Pills N Potions
Nicki Minaj


Para uma pessoa desavisada ouvir o novo single da Nicki Minaj, Pills N Potions, pode ser uma surpresa bem grande. Isso se deve pelo fato que a canção, single do próximo álbum dela The Pink Print, ser uma balada. Quem conhece um pouco mais afundo sabe que a primeira canção dela a ganhar destaque foi a balada hip hop/rap Your Love em 2010. E já teve outras até mesmo lançadas como single como no caso de Right Thru Me. Então, o que deve ser surpresa é o fato de Pills N Potions ser a mais minimalista de todas as canções já lançadas pela rapper.

A produção fica a cargo da dupla Dr.Luke e Cirkut, Pills N Potions é, como já dito, uma balada hip hop/rap que é construída através de um tambor para demarcar usado para fazer batida bem cadenciada com a inclusão quase minima de outros instrumentos. O trabalho é muito bom já que revigora a sonoridade de Nincki, mas a canção tem alguns defeitos que não a deixar ser uma canção genial. O principal motivo é a composição: Nicki entrega um trabalho simples e diferente, mas faltou substância para a letra que sobre de uma desconexão entre o "tema" do refrão e dos versos. Já Nicki mostra uma atuação forte que, infelizmente, não é nada de extraordinário. O resultado final é bom e mostra que pode vim por aí uma Nicki Minaj mais madura e menos esquizofrênica.
nota: 7

28 de março de 2014

A Tradição Minaj

Lookin Ass
Nicki Minaj


Na curta e prolifera carreira da Nicki Minaj já se tem uma tradição firmada: ela sempre lança um single hip hop para depois lançar um single pop. Ela lançou recentemente o single Lookin Ass, o single hip hop.

A canção que faz parte do segundo álbum do grupo colaborativo da gravadora do Lil' Wayne, o Young Money, intitulado Young Money: Rise of an Empire. Há rumores que a canção será inclusa no terceiro álbum solo de Minaj The Pink Print que deve ser lançado ainda esse ano. Lookin Ass não é exatamente a melhor canção que Minaj já entregou, mas mostra um bom caminho que ela pode seguir nos seus próximos trabalhos: uma batida mais minimalista e clean. Aqui, a produção de Detail poderia mostrar mais personalidade, mas a semente foi plantada. Nicki faz uma performance ok, mas o que pesa negativamente na canção é a sua letra fraca que parece que não fala nada com nada. Outra coisa que virou tradição é que o single hip hop sempre flop e com Lookin Ass não foi diferente. Agora é esperar o single pop e ver se Nicki é uma mulher de "tradição".
nota: 6

7 de junho de 2013

Os Parceiros Errados

High School (Feat. Lil' Wayne)
Nicki Minaj


A Nicki Minaj tem um sério problema: na maioria das vezes que ela faz uma parceria com um homem, ela
erra.

Terceiro e (espero) último single de "Pink Friday Roman Reloaded The Re-Up", High School é um hip hop/R&B que poderia ter rendido muito mais. Para começar, Nicki chamou o "padrinho" Lil' Wayne para fazer mais featuring juntos. Se não bastasse a figurinha repetida, a performance de Lil' e, em menos escala, da Nicki são apenas normais. Os dois já tiverem melhores. Assim também é o composição mediana que ressalta apenas certos maneirismos do estilo. O que salva a canção é a boa produção que acerta na equlibrio entre os estilo e ainda vislumbra uma pegada mais romântica que cai até bem no final das contas. Está na hora da Nicki rever certas amizades musicais e começar buscar novos caminhos.
nota: 6