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31 de maio de 2018

Realmente Familiar

Familiar
Liam Payne & J Balvin

Liam Payne até o presente momento não encontrou a sua sonoridade, deixando ele em um situação complicada de não ter firmado seu caminho após o fim do 1D. E acredito que não vai ser com Familiar que será a canção que irá guiar o caminho daqui para frente, mesmo que seja o seu melhor lançamento até agora.

Aproveitando a onda latina, Familiar é uma decente e bem divertida R&B/ latin pop que lembra bastante não só as músicas atuais, mas, também, a atmosfera de Señorita de Justin Timberlake em um começo de carreira solo assim como Liam. A canção funciona melhor do que esperado devido a sua boa produção, uma batida bem redonda e uma composição legal. Ainda falta, porém, personalidade vocal para Liam Payne mostrar quem é de verdade, pois aqui a sua performance é tão morna que destoa da temperatura da canção. Além disso, J Balvin apenas está aqui para falar alguns versos em espanhol, não acrescentando em nada para Familiar. Acredito que Liam Payne precisa sair do lugar de conforto e explorar novas praias para agregar de verdade na sua quase inexistente sonoridade.
nota: 7

5 de fevereiro de 2018

Farofa Temática

For You
Liam Payne & Rita Ora

Uma das coisas mais estranhas no mundo de entretenimento nos últimos é o fato que todos os filmes da franquia 50 Tons de Cinza serem, provavelmente, um dos piores de todos os tempos, mas, mesmo assim, ganharem trilhas sonoras pop com grandes momentos. Finalizando o projeto será lançado esse ano 50 Tons de Liberdade e como uma das canções lançadas tem a boa For You que conta com o Liam Payne e a Rita Ora.

A canção poderia resultar em algo bem melhor, mas é impedida pelo seu maior defeito: a presença, ou melhor, a não presença do Liam Payne. Dos ex-1D, Liam é o que menos tem personalidade vocal e isso fica bem evidente em For You, pois, além de entregar uma performance apática, o cantor é completamente ofuscado pela presença bem mais forte da Rita Ora. O que era para ser um dueto sexy e romântico termina em uma meia boca e sem química encontro de duas estrelas pop, mesmo que Rita ainda entregue um bom trabalho. Como produção, For You é uma synth-pop mid-tempo bem farofa sem nada muito original ou excitante, mas que a produção faz bem direitinho e com um verniz comercial. Esses defeitos, porém, não impedem a canção ser um trabalho artístico infinitamente melhor que o filme que é tema, mas isso não seria exatamente uma missão impossível.
nota: 6,5 

15 de julho de 2017

White Boys War

There's Nothing Holdin' Me Back
Shawn Mendes

Attention
Charlie Puth

Get Low
Zedd & Liam Payne

Esse post será uma quase batalha entre quatro artistas que, apesar de várias similaridades, possuem uma que fazem deles quase "irmãos artísticos": todos são jovens garotos brancos, tentando a sorte em estilos que não necessariamente são a "praia" real deles. Vamos começar com o mais novo deles e aquele que nos últimos tempos tem conseguindo ganhar uma personalidade própria: Shawn Mendes.

There's Nothing Holdin' Me Back foi lançado para impulsionar o relançamento de Illuminate e, aos poucos, vai se transformando na maior hit da ainda curta carreira de Shawn. A canção continua no mesmo caminho que o cantor mostrou no álbum com uma sonoridade pop rock estilo Ed Sheeran, mas aqui é possível notar que Shawn vai agregando uma atmosfera mais adulta na canção. There's Nothing Holdin' Me Back apresenta uma batida mais complexa e ousada com a base de guitarras bem acentuadas. Não espere algo revolucionário, pois o público do cantor ainda é o mesmo. Entretanto, o cantor parece comprometido em crescer ao longo dos anos, mostrando também maturidade em suas composições e vocais levemente melhores em comparação com o começo da carreira. O próximo na lista é um cantora que ainda precisa provar a sua capacidade fora da luz do seu maior sucesso.

Charlie Puth ainda é conhecido como o cantor em See You Again, ainda mais agora que o clipe se tornou o mais assistido de todos os tempos no You Tube. Além disso, o cantor não é exatamente um artista de uma talento raro e gigantesco. Felizmente, Attention, primeiro single do seu segundo álbum, é uma canção boazinha. 

O grande destaque da canção é a boa produção feita inteiramente pelo próprio Charlie, mostrando que ele talvez seja melhor produtor do que cantor. Ao misturar pop rock com boas doses de R&B e eletropop, o cantor encontrou uma sonoridade que transita entre o dance/soul/funk dos anos oitenta com o pop comercial mais atual. Uma instrumentalização bem conduzida e com uma ótima mudança de batidas entre os versos e o refrão ajuda a dar para Attention ainda mais qualidade. Como cantor, Charlie é esforçado, mas não há nada de especial na sua interpretação correta e de pouco carisma. Apesar disso, Attention é uma boa canção que tem mais qualidades que a próxima na lista.

Get Low é parceria do DJ Zedd com o ex-1D Liam Payne que, infelizmente, não serve para nada exatamente. Não é o potencial hit que poderia ser, pois a canção é mais uma mistura de eletrônico com influência de canção tropical que não vai mais que uma bem produzida, mas apática canção do estilo. Não é um trabalho ruim, porém, pois a produção de Zedd é refinada e bem construída. Entretanto, a canção não tem um pingo de personalidade, parecendo, na verdade, uma filler que sem querer foi lançada. Ficando com o título de 1D mais apático a lançar uma canção solo até o momento, Liam Payne entrega uma performance preguiçosamente mediana que parece ser feita por qualquer outro cantor em começo de carreira. Agora façam as suas apostas: qual desses white boys terão uma carreira realmente a longo prazo.
notas
There's Nothing Holdin' Me Back: 7,5
Attention: 7
Get Low: 6

25 de maio de 2017

O Seguro

Strip That Down (feat. Quavo)
Liam Payne

Com o lançamento de Strip That Down do Liam Payne chegamos ao quarto membro do 1D a lançar uma canção em carreira solo. E chegamos naquele que deve seguir o caminho mais conservador no mundo do pop, pois a canção não é nada mais que um arroz com feijão do pop/R&B.

Com co-autoria do Ed Sheeran e Steve Mac, Strip That Down é extremamente parecido com qualquer música que um cantor médio americano já tenha feito: uma batida bastante radiofônica combinada com uma composição sexual. O que ajuda a canção a ganhar pontos e ter alguma chance maior de sobressair na multidão é o fato da produção entregar uma batida "limpa", sem alguns lugares comuns desse tipo de canção, e ter uma letra bem redondinha com direito a um "shady" no 1D (You know, I used to be in 1D (now I'm out, free)). O grande empecilho para Liam é fato de não ter uma voz tão interessante quanto a de outros ex-colegas já que a mesma soa bastante comum, mesmo que a sua interpretação seja correta. Então, agora é esperar qual será a aposta que irá realmente dar certo nas carreiras dos ex-1D: as mais ousadas ou as mais seguras?
nota: 6,5