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18 de maio de 2025

Um Auge para o Maroon 5

Priceless
Maroon 5 & LISA


Vamos aos fatos: Priceless é a melhor música do Maroon 5 em muito tempo. Também é fato que, para isso, não é preciso muita coisa.

Despretensiosa e leve, a canção tem até uma batida gostosa, mas não consegue ultrapassar o teto sonoro que a banda impõe às suas músicas, sendo dispensável e previsível demais. É um pop rock com toques de dance-pop e nu-disco que precisaria de uma finalização completamente diferente para elevar o material a um patamar que superasse essa sensação de "ranço" que o Maroon 5 transmite atualmente. Acredito que chamar a Lisa para participar de Priceless poderia trazer esse frescor, mas, mesmo adicionando um toque de beleza à canção, a cantora não tem espaço suficiente para ser mais do que um “adereço” chique. O pior da canção, no entanto, é a produção metalizada da voz de Adam Levine, que o faz soar como um vocalista gerado por IA. É uma boa música, sim, dentro dos parâmetros do Maroon 5, mas ainda não é uma boa música de maneira geral.
nota: 5,5


15 de abril de 2021

Entregando os Pontos

Beautiful Mistakes
Maroon 5 & Megan Thee Stallion


Acredito que já passou da hora do público largar a mão do Maroon 5, pois a banda é incapaz de entregar uma canção realmente boa já faz um bom tempo. A nova bomba é a fraca Beautiful Mistakes com a participação Megan Thee Stallion.

Ao contrário de outras canções lançadas pela banda nos últimos tempos, Beautiful Mistakes não é uma bomba de tamanho atômico. É apenas extremamente mediana e esquecível, algo que seria impossível de falar sobre o começo da carreira da banda. O grande problema é a total falta de tempero em canção linear, repetitiva e estática sonoramente. Não chega a ser irritante, mas passa bem longe de ser excitante. Uma composição clichê que tem um refrão aceitável tenta esconder a falta criativa da produção assim como a performance sonolenta de Adam Levine e o erro de escalação ao colocar Megan em um verso dispensável em que a rapper entrega a sua performance mais dispensável da sua carreira até agora. Beautiful Mistakes acaba sendo apenas um grande erro que deveria nem ter sido lançada.
nota: 5

11 de outubro de 2020

Fundo do Poço

Nobody's Love
Maroon 5

O Maroon 5 não é de longe uma unanimidade perante o grande o público, mas a banda já teve os seus momentos durante os anos. E, claro, já teve os seus baixos também. Todavia, esse baixo nunca foi tão baixo como na péssima Nobody's Love.

Primeiro single da banda sem o baixista Mickey Madden que foi acusado de violência doméstica, Nobody's Love é uma canção que tem boa intenção ao tentar ser uma ode ao amor em tempos sombrios. Só que de boas intenções o inferno já está cheio, pois a canção é um pop/dance-pop/pop rock com uma qualidade extremamente discutível. E o ponto principal é a sua repetitiva, irritante e condescendente que deixa um gosto amargo em quem ouve. E o pior: a atrocidade é cometida por nada menos que dez pessoas ao mesmo tempo. Um verdadeiro desastre em proporções épicas e ninguém parece ter percebido. A produção também erra bastante em uma batida rasa e que nada lembra a capacidade de criar canções comerciais que o Maroon 5 sempre entregou, mesmo que não fossem as melhores canções da história. E assim Nobody's Love é o fundo do poço em um ano que musicalmente está indo melhor que o esperado.
nota: 4,5

5 de outubro de 2019

Águas Passadas

Memories
Maroon 5

Ao ser a única banda que consegue se manter relevante comercialmente na atualidade, o Maroon 5 pode não ser uma unanimidade geral, mas tem os seus fieis fãs e, principalmente, um tino para fazer canções vendáveis como poucos. E a mais nova empreitada é a mediana Memories, uma volta ao passado da banda.

Memories lembra o romantismo sentimental e cativante que a banda mostrou lá na época do This Love, mas, infelizmente, não apresenta o mesmo frescor. O grande problema da canção é a sua linear e anticlimática produção que entrega uma pop rock com toques de R&B chocho e com pouca energia. Isso é algo que a banda nunca tinha entregado antes, pois as suas canções, principalmente os singles, sempre apresentam algo de excitante na sua concepção. E isso também reflete na apática performance de Adam Levine que acompanha a linha reta sonora da canção. Apesar de ser uma performance vocal tecnicamente boa, a falta de força atrapalha demais o resultado final. O que salva a canção do total desastre é a sua eficiente e, algumas vezes, inspirada composição que realmente lembra os bons momentos do Maroon 5. E mesmo com todos esses defeitos é bem provável que a canção irá ter um bom desempenho comercial. Para a banda, o velho ditado águas passadas não movem moinhos não parece ser verdade.
nota: 6

16 de junho de 2018

Enganação

Girls Like You (feat. Cardi B)
Maroon 5

Não se iluda com o clipe cheio de participações de fortes e empoderadas mulheres, a mensagem atual e a presença da Cardi B na versão lançada como single, Girls Like You do Maroon 5 é uma verdadeira enganação.

Apesar da produção interessante em fazer um pop rock flertando com o indie e com um arranho minimalista, o resultado final de Girls Like You é decepcionante. Faltou energia, faltou graça e, principalmente, faltou inspiração para elevar a ideia por trás em algo que fosse realmente interessante. Meio no automático, a performance vocal de Adam é até bonitinha, mas não salva a construção meia boca da canção. Nem a presença da Cardi B que normalmente melhora as canções que participa ajuda de verdade. Girls Like You é uma enganação que vende igual água no deserto.
nota: 5,5

14 de fevereiro de 2018

Quase Uma Boa Ideia

Wait (feat. A Boogie wit da Hoodie)
Maroon 5

Em mãos de álbum tão morno como Red Pill Blues, o Maroon 5 fez o certo ao lançar a comercial Wait como segundo single. Mesmo assim, a solução é quase uma boa ideia.

Wait é uma sensual pop rock/R&B que combina com a presença sexy de Adam Levine, mas que não tem nada que possa ser uma canção acima da média. O resultado final da canção parece mais uma canção descartada dos áureos tempos da banda do que uma canção realmente lançada como single. E olha que a canção é uma das melhores do último álbum exatamente por parecer uma canção antiga. Paradoxal, né? O maior erro na versão enviada para single é a presença imensamente descartável do rapper A Boogie wit da Hoodie, terminando como uma das mais insossas do estilo dos últimos anos. Uma boa ideia nem tal boa assim é resultado final de Wait.
nota: 6,5

15 de setembro de 2017

Uma Grande Oportunidade (Perdida)

What Lovers Do (feat. SZA)
Maroon 5

Nada mais me frusta que quando um artista perde uma oportunidade única que entregar um trabalho sensacional como fez o Maroon 5 com o single What Lovers Do.

Vamos aos fatos: apesar de muitos não gostarem da banda, o Maroon 5 construiu uma respeitável trajetória dentro do pop/rock, principalmente no quesito de entregar potenciais hits comerciais sempre munidos de uma equipe produção de respeito e um círculos de "amigos" bem grande. Para fazer What Lovers Do usou todos esses artifícios e ainda deu um toque a mais ao chamar um dos melhores nomes surgidos nos últimos tempos a cantora SZA. Nada disso, porém, consegue salvar a falta de substância que esse pop mediano que perder qualquer oportunidade de sair do lugar comum. 


Primeiramente, a presença da SZA é até boa, mas não é valorizada em nada. Poderia ser qualquer outra cantora que quase daria na mesma. Nos poucos momentos, a cantora consegue brilhar e ofusca Adam Levine em uma performance mediana. Em segundo, a produção é até boazinha e bem amarrada, mas com uma vibe genérica e segura demais. O maior problema é, na verdade, a péssima composição que parece na verdade algum trabalho de um compositor aspirante em sua primeira tentativa aos doze anos: fraca, repetitiva e chatissíma. E para piorar ainda "precisou" de usar um sample de canção intitulada Sexual. Uma total perda de tempo e oportunidade para o Maroon 5 com o público.
nota: 5,5

21 de fevereiro de 2017

A Canção Obrigatória com Participação de Rapper do Maroon 5

Cold (feat. Future)
Maroon 5

Desde que retomaram o caminho do sucesso em 2012 com o hit Payphone com participação do rapper Wiz Khalifa, o Maroon 5 já lançou mais três músicas no mesmo esquema. Não que iss seja exatamente um problema, mas para uma banda de pop rock que começou de uma maneira tão interessante é estranho ouvir essa mudança de direção. De qualquer maneira, a hora chegou novamente de resenhar uma canção da banda com essa mesmo formula: a bola da vez é a canção Cold com o rapper Future.

A canção segue a mesma linha de Don't Wanna Know com uma batida pop rock/eletropop com forte influência de ritmos tropicais, mas com uma diferencia bem vinda: uma atmosfera sombria e sóbria. Provavelmente, devido a sua composição falar sobre o relacionamento que está desmoronando, Cold tem essa vibe, mesmo sem perder o seu verniz comercial. Não é sensacional, mas tem seu carisma assim como os vocais de Adam Levine. O ponto negativo é que  Future tem um verso bem meia boca, apesar de ter uma boa presença dentro da canção. Agora veremos se Cold vai repetir o mesmo desempenho das suas "irmãs" e dar outro sucesso para o Maroon 5.
nota: 7

24 de outubro de 2016

Tropicalmente Culposo

Don't Wanna Know (feat. Kendrick Lamar)
Maroon 5

Sabe aquele tipo de canção que você deveria não gostar por algum motivo, mas, sabe-se lá o motivo, você acaba gostando? Então, o meu exemplo atualmente o novo single do Maroon 5, a deliciosamente divertida Don't Wanna Know.

Talvez o motivo para essa sensação é o fato da canção sair completamente do estilo pop rock que a banda sempre mostrou: Don't Wanna Know é uma mistura de música caribenha com pop/eletrônico. Mesmo com a estranheza inicial e de ter a certeza que preciso rezar para que esse subgênero intitulado tropical house não seja a próxima grande tendência, o single funciona de uma maneira que não há como explicar muito. A composição é clichê, beira o brega e deve ser muito irritante para muitas pessoas, porém. não tenho vergonha de dizer, que eu curtir a intenção da banda em fazer uma balada romântica longe do tradicional. Além disso. Adam Levine e o seu charme imenso e os bons vocais carregam o single e a participação de Kendrick Lamar em uma performance tão descontraída que apenas ajuda a estabelecer Don't Wanna Know como um dos melhores prazeres culposos do ano.
nota: 7

24 de julho de 2015

Manda Nudes, Adam!

This Summer's Gonna Hurt like a Motherfucker
Maroon 5

Nem mesmo o bumbum do Adam Levine no clipe da música ajudou This Summer's Gonna Hurt like a Motherfucker a torna-se o novo hit do Maroon 5. Para piorar a situação desse "flop" é o fato da canção ser a melhor que a banda lançou nos últimos anos.

Combinando com a atmosfera do clipe, This Summer's Gonna Hurt like a Motherfucker é um rock pop com um toque de grandiosidade que é perfeito para aqueles momentos de puro êxtase em grandes shows com o público cantando a pleno pulmões. Algo que o grupo não fazia desde Wake Up Call de 2007, mas em vez disso entregou canções medianas com um apelo pop chiclete desnecessário. Não que a nova música não flerte com o pop envernizando o single com uma tinta de eletrônico, mas, felizmente, a mistura aqui é beneficiada pela ótima instrumentalização e aos bons vocais de Adam graças a uma ótima produção do Shellback. Mesmo com o rendimento bem abaixo das outras músicas da banda, eu espero que o Maroon 5 continue mandando músicas assim e, o mais importante, Adam continue mandando nudes.
nota: 7,5

22 de março de 2015

As Causas de Um Remix

Lay Me Down (feat. John Legend)
Sam Smith


Sugar (Remix) [feat. Nicki Minaj]
Maroon 5


Nos seus primórdios. DJs da década de '70 faziam remixes de canções para manter as pessoas na pista de danças nas baladas discotecas. A pratica ajudou, e muito, a consolidação da música eletrônica em todo o mundo. E hoje em dia para que serve um remix? Apesar da pratica ainda se manter forte especialmente em EP's de singles, o remix ganhou novos status e até mesmo configuração novas.

Relançado como single de In the Lonely Hour, Lay Me Down do Sam Smith ganhou uma nova versão com a participação do cantor John Legend. A causa disso foi o tradicional evento de caridade Red Nose Day na Inglaterra e a arrecadação da vendas do single será revertida para as apoiadas pela organização do evento. A canção não foi alterada profundamente (e dependendo do ponto vista não é nem pode ser considerada um remix), mas as alterações ajudaram a canção a distanciar da original. A primeira é a intenção da canção: sobre a saudade de amor mal resolvido para uma atmosfera sobre amar alguém não da forma romântica. Isso mostra a qualidade da composição da canção conseguindo adquirir características de atemporalidade. A outra alteração é a participação de Legend que ao lado de Sam são, sem dúvida nenhuma, as melhores vozes masculinas da atualidade e na canção a união dos dois realmente funciona. Além disso, John ajudou a regravar a canção tocando piano o que dá para a canção ainda mais personalidade. 

Para dar ainda mais buzz em Sugar, o Maroon 5 lançou uma versão remix da canção com a participação da Nicki Minaj. Apesar da escolha obvia, a nova versão funciona muito bem devido a boa participação da rapper que entrega uma performance deliciosa combinando com o estilo pop da canção. Quando a sua participação acaba dá a vontade de que Sugar seja uma canção apenas da rapper deixando de lado o próprio grupo. Algumas mudanças no arranjo foram feitas deixando a canção mais urban sem atrapalhar a atmosfera oitentista da canção. No mais, as mesmas qualidades e defeitos se repetem ao longo do single.

nota
Lay Me Down: 8
Sugar (Remix): 6,5

11 de fevereiro de 2015

O Buzz Certo

Sugar
Maroon 5

Sempre foi necessário fazer divulgação quando se lança uma música ou um álbum, porém, as estratégias mudaram com o aparecimento de novas tecnologias. Só que algumas coisas ainda funcionam muito bem quando bem feitas. O vídeo clipe, que era considerado "morto" por muitos, há algum tempo está conseguindo reconquistar a sua importância e ainda influencia o sucesso de um artista. 

Se aproveitando do "burburinho" que o clipe fez em que, supostamente, mostra o Maroon 5 invadindo festas de casamento para tocarem fazendo uma surpresa para os noivos, o single Sugar está tendo bom desempenho nas paradas mesmo com os fatores contra. No caso da música são três esses fatores: primeiro, o fato da canção ser o terceiro single do álbum V o que, normalmente, já não tem a mesma força que os outros, em segundo a distância que foi lançado o último single (Animals foi lançada em Agosto) e, por fim, o fato de Sugar não exatamente a canção mais comercial possível.

O single é uma boa tentativa da banda fazer um soul pop/disco, mas que acaba esbarrando na problema da falta de carisma da uma produção quadrada e pouco imaginativa. Faltou em Sugar uma pimenta na mistura para dar um toque ousado para melhorar o bom arranjo. A canção só querer começar a empolgar do seu terço para frente, mas já tarde demais. O bom mesmo da canção é Adam Levine bem contido e sexy que faz de Sugar um pouco mais interessante. De qualquer forma, o trabalho em cima da canção mostrou que, as vezes, é apenas preciso o markenting certo para o sucesso.
nota: 6,5

13 de outubro de 2014

Muito Barulho Por Quase Nada

Animals
Maroon 5

Desde o lançamento do clipe para o segundo single do álbum V, o Maroon 5 se viu envolto em uma
polêmica bem grande ao serem acusados de "desumanizar a mulher e glorificar a violência". Não tiro a razão das criticas, mas ao menos o grupo liderado por Adam Levine poderia ter escolhido uma música melhor que a mediana Animals para ser o "catalisador" da polêmica.

Animals é a velha receita de formula pronta para o Maroon 5 fazer um pop rock rasteiro, mas que tenha a cara do grupo. A composição, que combina com o clipe, tenta passar uma atmosfera sexy que acaba transmitindo mais agressividade que energia sexual. Não é exatamente machista, mas banaliza o sexo de uma maneira pouco cativante. Adam está correto em sua performance ajudando a carregar a canção com certa qualidade. O que não dá para entender é o uivo antes da parte final que soa o mais clichês dos clichês. Mesmo assim, qualquer burburinho em relação a música é apenas devido ao seu clipe, pois a canção não é essas coisas.
nota: 6

27 de junho de 2014

Sopão

Maps
Maroon 5


Para suceder o bem sucedido comercialmente Overexposed, a banda Maroon 5 vai lançar o quinto álbum da carreira deles em Setembro próximo. Intitulado V, o trabalho já tem como primeiro single a canção Maps. Resumidamente, a nova música do grupo liderado pelo Adam Levine é um grande sopão de influências que, infelizmente, não nutre como deveria e poderia. 

Com a produção dividida em Benny Blanco, Ryan Tedder e Noel Zancanella, Maps é um pop rock certinho, mas que se parece ter sido recortado de vários outros artistas. Começa pelo fato de que Adam emoldura demais o tom do Sting deixando a canção com um ar de "eu já vi isso". Não que ele faça um trabalho ruim, mas falta personalidade própria. Algo que o distingui do vocalista do The Police. Porém, o produtor está na produção mesmo: Maps tem uma pegada que lembra o The Police em certos momentos, tem uma batida que lembra o Bruno Mars, também tem uma leva influência do Red Hot Pepper e, por fim, a canção conta com uma pegada do Ryan Tedder e sua sonoridade pessoal. Traduzindo: uma grande mistureba de bons produtos, mas que cozinhados juntos perderam o gosto. E novamente o Maroon 5 deve fazer sucesso fazendo o mínimo de esforço. Uma pena.
nota: 6

6 de março de 2013

Quem Diria?

Daylight
Maroon 5

Quem diria que o maior sucesso, em relação ao desempenho dos singles, do Maroon 5 desde a estréia com Songs About Jane seria das canções saídas do mediano Overexposed. E o terceiro single Daylight comprova isso.

Sétimo na Billboard, a canção é uma balada rock pop bem cafoninha, mas que tem todo apelo comercial possível. Daylight mostra um Adam todo meloso e comportado entregando uma performance segura, mas monótona para uma composição que abusa do sentimentalismo de segunda mão para conquistar fãs mais sensíveis. A produção cumpre o papel de entregar uma canção redondinha que não tem nenhuma gota de originalidade. Sempre digo e vou repetir: sucesso não é sinônimo de qualidade.
nota: 5,5


28 de junho de 2012

Reggae Nível Marron 5

One More Night
Maroon 5


Querida dona de casa,

Peque uma peça da melhor qualidade de pop. Corte em fatias bem finas e reserve. Para o tempero use a pimenta jamaicana, mas sem ousar demais. Não queremos ver as pessoas se queimando demais ao degustar tal prato. Coloque uma erva fina chamada de Adam Levine. Com sua voz cheia de personalidade casa perfeitamente com o estilo que a senhora deseja cozinhar. Misture isso tudo com uma composição que não precisa ser genial. Serve apenas para encorpar seu tempero. Passe esse tempero nas peças de pop delicadamente. Ponha no forno com uma produção esquematizada para fazer a canção tocar no seu radinho. Asse por umas duas horas. Sirva com batatas e purê de batata para dar alguma sustância, pois o prato até é bom, mas não satisfaz a sua fome por completo.
nota: 6,5

7 de maio de 2012

Quem Usa Um Orelhão?

Payphone (feat. Wiz Khalifa)
Maroon 5

Pense e reflita: qual foi a última vez que você usou um orelhão? Provavelmente, tem muito tempo. Ou para os mais novos nunca devem ter usado um na vida. Porém, ao que parece, o pessoal do Maroon 5 deve usar muito. Só assim explica o nome da nova música deles: Payphone, orelhão em inglês.

Tirando a gracinha de lado, Payphone é o primeiro single do próximo álbum da banda intitulado Overexposed. A canção, que estreou em terceiro na Billboard e bateu o recorde de vendas digitais para uma banda, se beneficia do sucesso do The Voice onde Adam Levine é jurado e pode usar o programa como plataforma. Na canção, o grupo mostra seu lado mais pop até hoje entregando uma canção redondinha e até legalzinha se você embarcar na viagem da composição de falar de amor usando um orelhão como metáfora. "Estou em um orelhão tentando ligar para casa/Todos os meus trocados eu gastei com você" canta Adam no refrão usando seu falseto no limite do aceitável conseguindo equilibrar. Agora uma coisa o Maroon 5 está ficando especialista em algo e não é bom: participações desnecessárias. Depois de Christina Aguilera apenas enchendo linguiça em Moves Like Jagger é a vez do rapper Wiz Khalifa não fazer nada de novo, diferente ou interessante. Ele apenas está lá. É quase um orelhão: ele está lá, mas muitos nem sabem para que sirva.
nota: 7

7 de agosto de 2011

A Nickiminazação da Christina Aguilera

Moves Like Jagger (feat. Christina Aguilera)
Maroon 5

Agora a nova onda para os artistas é virar jurado de programa de calouros. Depois que J-Lo desflopou após virar jurada do American Idol, a porta foi aberta para qualquer cantor(a) com algum respeito, mas com a carreira em baixa, de resgatar o prestigio de outras épocas. Com o sucesso do The Voice, os novos a pegar essa onda é o Adam Levine, do Maroon 5, e a Christina Aguilera.

Para dar um "up" no CD Hands All Over lançado no final do ano passado e que não foi tão bem assim nas paradas e ajudado pelo sucesso do programa onde Adam foi jurado, o Maroon 5 lançou a canção Moves Like Jagger. E para unir a fome com a vontade de comer a canção já saiu com o featuring da "amiga" jurada, Christina Aguilera que, como todos sabem, está no pior momento de sua carreira musical. Até agora a canção está indo muito bem desde o lançamento alcançando o 8° lugar na Billboard e essa semana voltou a ter destaque após a apresentação em um programa de TV americano. Isso é bom, pois tanto o Maroon 5 e a Aguilera merecem voltar aos holofotes, mas seria a melhor opção a canção Moves Like Jagger?

A canção não é ruim. É fraca, principalmente se comparamos com o histórico de ambos. Contudo, o que mais é decepcionante é a participação da Christina Aguilera. Ela só aparece no último verso com um desempenho apático e dispensável. Transformaram Aguilera em versão meia boca da Nicki Minaj fazendo mais um featuring da vida. Pior: se fosse um feat. Nicki Minaj a canção seria muita mais beneficiada do que a participação de Aguilera. Tirando isso, Moves Like Jagger é passável. Um pop dançante com boa marcação e sexy brincando com a referência do Mick Jagger e seu "gingado". Adam está legal segurando bem a canção. Um fato importante: é a primeira vez que dois ganhadores do Grammy de Revelação gravam uma música que entra no top 10 da Billboard. Mas é aquilo, sabendo quem são, eu esperava muito mais. Muito mais, mesmo.
nota: 6

10 de junho de 2011

Quase Como Antes

Never Gonna Leave This Bed
Maroon 5

Todos sabem que o Maroon 5 flopou bonito com o último álbum deles, mas isso não impede deles ainda serem o Maroon 5 de antes. Mesmo não tão bom como antes.

Em Never Gonna Leave This Bed, terceiro single de Hands All Over, o grupo faz um pop balada bonitinho e bem com a cara deles. A capacidade de dar um toque pop em uma canção de amor "ferido" é sempre precisa e aqui eles repetem o feito de maneira caprichada. Adam Levine, que anda fazendo bico como jurado do The Voice, entrega vocais corretos, mas bem produzidos. Letra adulta e com sentimento. Apenas o arranjo que poderia ser mais original, pois parece tão linear e não combina com a emoção que a música passa. É o velho Maroon 5 ou quase.
nota: 7

3 de novembro de 2010

Um Pouquinho e Mais Um Pouco

Give a Little More
Maroon 5

Alguém sabe o que aconteceu realmente com o Maroon 5 no seu terceiro álbum Hands All Over?.Ao que parece para mim eles ficaram numa vibe "nos somos cool,nos somos fodas e não vamos nos empenhar e lançar um álbum feito no automático e todos vão amar".Mas eles deram com a cara no muro.Além de ter uma recepção mornissíma pela critica e mais ainda pelo público que além de não dar quase a mínima para o CD rejeitaram o segundo single,Give a Little More.
A música que atingiu apenas o 86° da Billboard mostra um Marron 5 apático e repetitivo.Se baseado apenas no fato que eles conseguem fazer um pop rock acima da média,eles parecem uma cópia do verdadeiro Marron 5.Adam Levine parece que está sendo empurrado em ladeira em ponto morto com sua interpretação arrastada e sem personalidade.A letra fraca e com pouca criatividade é de longe a mais fraca já produzida por eles.O que salva é a construção do arranjo.Misturando pop,rock e alguma pitada de R&B ele conseguem dar certa personalidade a canção com uma batida mais cadenciada e dançante.Mas não é um trabalho de produção marcante.Parece que eles esquecerem de se doar mais.Uma pena.
nota:6