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22 de julho de 2024

Antes Tarde do Que Nunca - Versão Single

I Write Sins Not Tragedies
Panic! at the Disco


Quando a banda Panic! at the Disco lançou I Write Sins Not Tragedies em 2006, que se tornou o seu maior sucesso e a música assinatura, eu tinha exatamente vinte anos de idade. E era basicamente parte do publico alvo da banda, mas o meu gosto musical nunca se associou com o estilo deles. Quase vinte anos depois, eu analiso a canção em um lugar mais aberto e amadurecimento. Devo admitir que, mesmo não sendo genial, a canção é bem divertida e bem melhor que a minha versão jovem achava.

Tenho que apontar que I Write Sins Not Tragedies é uma canção que ao ser olhada atualmente fica um pouco datada, pois é uma cria quase estática de um movimento bastante demarcado que foi o “emo” dos anos dois mil. E isso cria certo ruido, mas que é tirado de lado devido a impressionante produção de Matt Squire que transforma a canção em uma épica e showstopper mistura de post-punk, glam rock e pop punk. Épica e com uma estrutura ousada, a canção é uma pequena grande jornada que só teria esse resultado pelo ótimo instrumental. Entretanto, o grande trunfo da canção é a extraordinária performance do vocalista Brendon Urie que consegue captar toda a grandiosidade da produção com um display incrível de versatilidade e potencial. O que impede a canção de não ser sensacional é a pretenciosa composição que tenta ser mais inteligente e profunda do que realmente é, mesmo sendo esteticamente bem trabalhada. Escutar a canção tantos anos depois sem ter um apelo nostálgico ajuda a entender a sua qualidade e também ver o motivo para que um eu jovem não foi atraído para esse tipo de canção. E isso apenas a maturidade é capaz de dá. 
nota: 7,5



23 de junho de 2022

Uma Canção No Meio Do Caminho

Viva Las Vengeance
Panic! at the Disco


Devo admitir que nos últimos tempos comecei a gostar dos trabalhos do Panic! at the Disco que agora é a banda de um homem só com apenas o Brendon Urie como componente. Entretanto, devo admitir que ouvir Viva Las Vengeance, primeiro single do próximo álbum de mesmo nome, é um banho de água fria.

Uma power pop/rock, a canção erra grandiosamente na sua péssima produção/mixagem de vocais, deixando a voz de Brandon abafada e completamente off em relação ao resto da música. Obviamente, um efeito desejado que deixa o resultado ainda mais problemático, pois tira o brilho da maior qualidade de Brendon: a sua potente voz. Apenas no final que é possível ouvir o que poderia ser uma música realmente ótima. A produção sonora também não acerta totalmente devido um resultado com quebras estranhas durante a canção e um instrumental exagerado aqui e ali, mas a proposta é até interessante e bem pensada. O que realmente salva Viva Las Vengeance é a sua ótima composição, especialmente no eficiente refrão que não se destaca plenamente devido ao erro da canção como geral. Agora é esperar para ver se o Panic! at the Disco vai entregar um álbum que continue a valer a minha mudança de visão.
nota: 6

21 de janeiro de 2019

Um Renascimento Inesperado

High Hopes
Panic! At the Disco

Desde que estouraram em um hoje já longínquo 2006 com a canção I Write Sins Not Tragedies que alcançou o número 7 da Billboard, o Panic! At the Disco nunca mais alcançou esse sucesso de nenhum dos seus singles, sendo a melhor posição um 40° lugar em 2015 com a canção Hallelujah. Isso nunca foi um problema, pois, assim como já falado, a banda já conquistou o seu fiel nicho. Entretanto, surpresas surgem a cada virada de esquina e a banda voltou aos topos da parada com o sucesso inesperado da canção High Hopes.

Lançado em Maio do ano passado como segundo single de Pray For The WickedHigh Hopes foi aos poucos galgando o seu lugar nas paradas até chegar em uma surpreendente quinta posição na Billboard. O motivo? Sinceramente, não faço a menor ideia ao não ser em relação a qualidade da canção, pois a mesma não fez parte de nenhum projeto como, por exemplo, filme, TV ou comercial. Talvez o motivo seja a sua composição sobre superar os desafios da vida que tenha ajudado a impulsionar a canção, ajudado pelo refrão contagiante e fácil de memorizar. Talvez o motivo seja a produção revigorante pop rock quase dançante que a transformou em um dos trabalhos mais comerciais da banda até o momento. Ou seja, até mesmo a performance explosiva de Brendon Urie que dá o tom perfeito para a canção. Seja qual o motivo, o fato é que High Hopes deu para o Panic! At the Disco uma nova chance nos topos da parada. Quem diria, né?
nota: 7,5