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14 de maio de 2023

Replay: Antes Tarde do Que Nunca

Fruto Proibido
Rita Lee & Tutti Frutti



É quase impossível ouvir alguém em sã consciência dizer que a Rita Lee não é um dos nomes mais importantes da música brasileira e a verdadeira “mãe” do do rock tupiniquim. E pensar que boa parte da sua história se deve ao fato de a cantora ter sido “convida a se retirar” dos Mutantes devido aos integrantes não acharem que a cantora iria se adaptar com a mudança para uma sonoridade mais progressiva que estava em ascensão naquela época. Como forma de resposta, a cantora resolveu se dedicar a carreira solo e lançar o seu quarto álbum com seu nome ao lado da banda Tutti Frutti. O resultado foi o marco Fruto Proibido, um dos álbuns mais importantes da história brasileira.

Logo após sair dos Mutantes, Rita recebeu o convite da Som Livre para gravar um álbum de maneira sem restrições. A cantora se juntou com a banda Tutti Frutti, que a acompanhou entre 1973 até 1978, durante messes para criar um álbum que pudesse refletir a personalidade da cantora. Lançado em Junho de 1975, Fruto Proibido é mais que apenas uma revolução/pioneiro sonoramente, mas também uma dialogo preciso e importante de Rita com os tempos em que vivia. A década de setenta foi uma época de grande rebuliço cultural, político (a Ditadura Militar), social e intelectual, criando um caleidoscópio perfeito para que uma jovem Rita pudesse expressar todos os seus pensamentos, vivencias e experiências em forma de música.

Ápice dos movimentos de direitos humanos, a década de setenta foi a responsável por popularizar o movimento feminista, mesmo que no Brasil tenha sido de forma mais discreta devido as repressões políticas. Entretanto, Fruto Proibido pode ser considerado um marco feminista, pois é possível ouvir uma mulher encontrando o seu lugar no mundo ao chutar as portas imposta pela sociedade. Não tenho ideia se essa foi a intenção de Rita, mas acredito que mergulhada naquele cenário é possível apontar que alguma noção sobre o que estava fazendo estava alinhada com a teorias feministas. E isso fica bem claro com a presença de blues rock/glam rock Luz del Fuego. Levando o nome artístico da vedete Dora Vivacqua e símbolo feminista, a canção é quase como um grito de liberdade e de autoafirmação sobre a força da mulher e a sua capacidade não importa qual o problema. E o álbum mantem essa mesma força lírica em todo o álbum, criando alguns dos momentos mais icônicos da carreira de Rita Lee.

Na lendária Ovelha Negra, Rita parece ciente do seu recente lugar no mundo que não necessariamente tinha um lugar para a jovem em busca de afirmação. A grande força da canção é sua simples, mas devastadora composição que parece reverberar em vidas de jovens com esse mesmo dilema mesmo depois de mais de quarenta e cinco anos de seu lançamento. Outro momento histórico de Fruto Proibido é a genial Esse Tal de Roque Enrow. Canção que dialoga mais diretamente sobre a geração de Rita, a canção narra o relato de uma mãe que tenta entender os novos comportamentos de filha e o novo mundo que a cerca. Além disso, a canção também estabelece a confirmação que o rock, no caso de Rita seria Roque Enrow, como a música/voz da sua geração. E o álbum estabelece também Rita como essa força da natureza de um carisma único e inigualável.

Produzido por Andy Mills, Fruto Proibido não repete os gêneros que eram ouvidos lá fora de nomes como David Bowie e os Rolling Stones, mas, felizmente, transforma essas referencias diretas em um trabalho com o DNA brasileiro e, claro, o de Rita Lee. Na rock/blues Agora só Falta Você não se mostra um cópia bem feita e, sim, uma edificação original, excitante e cheia de personalidade de uma artista tão explosiva como qualquer nome da época vindo do UK ou USA. Divertida, deliciosamente rebelde e com o dom de dar leveza para qualquer canção, Rita Lee impregna cada momento como tinta de cabelo vermelho na pia. Com eletricidade da juventude e uma coragem de quem não saber, mas está fazendo história, a cantora deixa claro quem é desde o começo apoteótico do álbum com a presença da contagiante e empoderada Dançar pra não Dançar. Outros momentos importantes ficam por conta de O Toque, a romântica Cartão Postal e, por fim, a explosiva Pirataria. Sempre irreverente, mas com um senso de lucidez quase desconcertante, Rita Lee não é apenas uma das maiores artistas brasileiras de todos os tempos, mas é uma instituição que se mantem relevante até os dias de hoje e que precisa ser celebrada, festejada e ovacionada todos os momentos possíveis. Vida longa Rita Lee!


31 de julho de 2009

Replay

Essa é a última resenha novamente publicada em comemoração ao um ano do blog.
Resenha feita em julho de 2009


No Máximo Uma Hello Kitty Na Puberdade
She Wolf/Loba
Shakira


Shakira já era uma artista consolidada na America Latina quando meteu o pé na porta do mercado norte americano com o CD Laundry Service e o hit Whenever, Wherever se tornando o maior um artista latino com mais de 20 milhões de cópias ao redor do mundo e cerca de 4 milhões nos Estados Unidos.Mesmo assim não era tão certo a continuação desse sucesso já ídolos latinos vieram e foram facilmente no concorrido mercado do tio Sam.Mas como já era "cobra criada" Shakira resolveu uma manobra arriscada a primeira vista mas se olhada corretamente era a melhor opção para ela na época.
Em 2005 ela lançou dois álbuns:Fijación Oral Vol. 1 em espanhol e Oral Fixation Vol. 2 em inglês.Como já tinha uma carreira solidas nos países latinos Shakira teria mais facilidade em vender o Fijación Oral Vol. 1 nesses países e poderia amenizar os impactos de um fracasso com Oral Fixation Vol. 2.Mas nada disso aconteceu.Para surpresa o Fijación Oral Vol. 1 bateu recordes de vendas na Billboard sendo a maior estréia para um álbum em espanhol(157 mil)ficando em primeiro lugar e bateu a casa dos 2 milhões nos Estados Unidos e cerca de 8 milhões no mundo.Oral Fixation Vol. 2 vendeu bem menos,cerca de 1,4 milhões,mas teve o mega hit número um Hips Don't Lie e conseguiu atingir a incrível marca de 14 milhões pelo mundo.O poderia ser uma manobra kamikaze se tornou um golpe de mestre na recente carreira dela.Esse ano Shakira terá uma nova missão:voltar para o mercado americano e demonstrar seu poder ao lançar o seu novo álbum em inglês,She Wolf.
Como aconteceu em Laundry Service,She Wolf será um álbum basicamente em inglês com faixas em espanhol.Para produzir o novo trabalho ela tem a ajuda de produtores com o Pharell,RedOne e Wyclef Jean.O primeiro single do álbum é o homônima She Wolf(Loba na versão em espanhol).A canção mostra um lado bem mais pop de Shakira deixando lado as influências latinas que sempre permeava seus outros trabalhos.Uma batida mais eletrônica e comum dá o tom da canção que em comparação a outros singles da cantora parece uma canção b-side sendo vazada.Mesmo assim ele teve ter boa aceitação já que tem uma qualidade primorosa:radiofônica.Nos vocais a coisa fica um pouco estranha:enquanto Shakira se mostra sexy e controlada mostrando que já domina sua potente voz e seus velhos hábitos nas estrofes,na introdução e no refrão ela faz um vozinha fina e estranha que chega a ser irritante.Enquanto a letra ela brinca com o tema de mulher "pegadora" como se refere o título,loba.As duas versões se equilibram entre ótimas sacadas,bons momentos e partes de fazer corar de vergonha alheia.Apesar de uma certa decepção em relação ao que esperava-se do primeiro single ainda é muito cedo para afirmar qualquer sobre o novo projeto pois Shakira é artista surpreendente que se deve respeitar igual a uma loba com fome.Apesar de agora parecer um Hello Kitty com raivinha.
nota:7

26 de julho de 2009

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Resenha feita em junho de 2009


Na Mesma Moeda
Obsessed
Mariah Carey


Ela voltou de um breve intervalo.Depois de seu último álbum E=MC² não ter sido um fracasso mas ter recepção bem morna,Mariah Carey está pronta para outra.Em Agosto ela lança seu 12° álbum de inéditas,Memoirs of an Imperfect Angel.No álbum Mariah volta a trabalhar com figurões da black music como James "Big Jim" Wright(produtor principal de The Emancipation of Mimi),Christopher "Tricky" Stewar(de sucessos como Single Ladies de Beyoncé,Umbrella de Rihanna e Me Against the Music de Britney),The-Dream(produtor de Single Ladies e o último hit de Mariah,Touch My Body),o onipresente Timbaland,o mega produtor Jermaine Dupri e para a alegria dos fãs da "old Mariah" a volta do produtor que praticamente fez todos os maiores hits dela até o álbum Burtterfly,Walter Afanasieff.E para começar a criar mais expectativa em relação ao Cd,Mariah já lançou o primeiro single envolto em polemica,Obsessed.Segundos boatos,a música seria uma respostas as afirmações do rapper Eminem que eles dois já tiveram um caso anos atrás e que novamente o rapper faz criticas em seu novo Cd a Mariah e seu marido Nick Cannon.
Obessed segue a linha R&B urban que ela fez em E=MC² só que mais pesado.O grande destaque é a sensacional letra que entra no hall das melhores que MC já fez.Ao de The Dream e Tricky ela deixa bem claro que a música foi feita para a obesessão de Eminem com ela.Com situações hilárias e passagens de puro desdém,Mariah prova que consegue ser superior até mesmo quando mexe com assuntos delicados como o vicio de Eminem e entrega um refrão que pode ser a sensação do verão americano.Além de entregar outras perolas como em "Eu sou tão nota 10/Você é tão, mas tão lixo/E ninguém aqui nem mesmo menciona seu nome/Deve ser a maconha/Deve ser o ecstasy",ou na melhor parte "Você é uma "mom and pop/Eu sou uma corporação/Eu sou um coletiva de impressa/E você é apenas uma conversa".O arranjo é bem produzido bem "da rua",pesado e dançante mas parece bem comum comparado a trabalhos anteriores dos produtores.Os vocais de Carey sempre se mostram coesos e ótimos mas nada de que já não vimos antes,só que aqui um pouco mas fortes.O que dá uma atrapalhada na canção são uns efeitos em determinados momentos com uns "oh,oh,oh,oh" em voz estranha de Carey deixando a música um pouco cansativa.No final das contas Mariah Carey faz novamente o dever direito e entrega um possível hit.Agora é saber se o trabalho final será um nota dez ou apenas uma nota sete.
nota:7

25 de julho de 2009

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Resenha feita em maio de 2009


Carta Ao Titio Raul
Cartas Pra Você
Nx Zero

Caro Titio Raul, Como as coisas vão indo aí em cima?Espero que tudo na paz de Deus.Aqui em baixo a coisa vai bem mais ou menos.É gripe do porco,é crise econômica,é cada vez mais o índice de crimes aumentando e assim vai.Pelos menos no Estados Unidos eles elegeram o melhor para governar por lá,pelo menos isso.E o senhor deve se perguntar como anda a música aqui no Brasil.Lembra do Titanic?Tá igual a ele,no fundo do mar.Ultimamente o rock da nossa terrinha foi invadido por uma coisa chamada Emo.Quem eles são?É uns meninos que se dizem roqueiros e usam maquiagem,alisam o cabelo,fazem músicas mais melosas que a música brega da sua época.Então,titio a coisa tá feia.E para piorar tem uma banda que são os reis deles:Nx Zero. A nova canção deles,Cartas Pra Você,é tão brega e sentimentaloide que te faria ficar vermelho rubro,mesmo o senhor chapado e com a barba por fazer de um ano daria para ver no seu rosto a vergonha.Os vocais do carinha líder da banda é tão ruizinho,até agora não sei quem disse a ele que a voz dele é bonita ou coisa parecida ou mesmo que ele é um interprete de qualidade.Mas agora que ele fez a fama as menininhas/menininhos que amam ele acham ele a voz de ouro do Brasil.Por que não temos nosso Adam Lambert?Quem é ele?É uma longa historia depois de conto!Continuando,o arranjo é uma grande babaquisse brega e chata.É uma total perde de tempo.Titio Raul como o senhor viu,a coisa tá preta.Não sei se o senhor acreditava em reercanação,nem sei se você estar no céu ou inferno,mas tem como o senhor mandar umas almas de volta?Tipo o Kurt,o Cash,a Elis,a Janis,o Hendrix,o Jobim e até o Mamonas Assassinas.Qualquer um.Ajuda a gente.Não?Ok.Eu entendo.É um pouco é nossa culpa essa situação que chegou.Então,titio Raul vou indo.Até mais e viva a sociedade alternativa. Abraços de seu amigo,

Rock'n'Roll "
nota:1

23 de julho de 2009

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Resenha feita em abril de 2009



Então,Zé?
Boom Boom Pow
Black Eyed Peas


Então eu me viro para o Zé,dono da banca de jornais do bairro,e pergunto:
-Então,Zé?Você ouviu a nova música do Black Eyed Peas?
-Qual?Aquela dos "boons e pows"?
-Sim.O que achou?
-Morna.
-Mas eles são tão cool Zé.As batidas deles são divertidas!
-Sim,mas são só isso.Divertidas.
-E My Humps,Shut Up,Don't lie,Don't Phunk with My Heart,Pump It! são boas músicas e fizeram sucesso.
-Então,como eu disse,são divertidas e nada mais.Ou você acha que a putaria controlada de My Humps mudou alguma coisa ou fez alguma revolução.
-Isso é!Mas o Will.I.Am é um bom produtor e tem a Fergie.
-O Will.I.Am é produtor extremamente irregular e a Fergie precisa rever seu estilista e parar com o botox.Além disso,aquele CD dela além de ser bem meia boca foi explorado tanto que a imagem dela foi tão gasta que encheu.E que cabelo é aquele de Leia de Guerra nas Estrelas?
-Ok.E os outros dois?
-Você sabe o nome deles de cor?
(Pausa dramática)
-Então,Zé?Mas que você achou do single Boom Boom Pow?
-A verdade?
-Sim!
-Achei todo muito certinho,bonitinho,moderninho,divertidinho e sem gracinha.
-Serio?Mas ela é tão viciante,não acha?
-Maconha também é.
-Certo.Mas não é legal a batida eletrônica e sintetizada misturada com hip hop?
-Kayne West fez isso tem pouco tempo e fez bem.Só prova que o Kayne é fodão e agora as pessoas seguindo sua tendência o ego dele só tende a aumentar.Um ponto negativo.Qualquer um que fizer esse ego subir mais deveria ser preso!
-Até que sim,Zé!Mas...
-Além disso a letra é tão:"oh,nós somos o futuro e etc,olha a gente fazendo o clipe conceitual e tal".Tão clichê!E aquele arranjo monótono que só empolga no meio e depois no fim volta ficar chato que dói.Além de eu não ver nada especial no vocais.Como disse cópia do Kayne.
-Mas já é sucesso!Primeiro lugar na Billboard!
-Sei.A Billboard ultimamente só tem coisa genial,né?Ela é muito parâmetro para qualidade.Pode ser até sucesso,mas não qualifica em nada.
(Pausa dramática)
-Então,Zé...
(Outra pausa dramática)
-Chegou a Rolling Stones?
-Ainda não.
-Então,Zé.Guarda quando chegar para mim,ok?
-Beleza!
-Até mais!
-Falou.
nota:6

22 de julho de 2009

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Resenha feita em março de 2009


Caminhos da Índia
Jai Ho!(You Are My Destiny)
A.R. Rahman & The Pussycat Dolls

Depois da mega super hiper flopada dom o último CD(Doll Domination) e fazer apenas dois "sucessos" moderados(When I Grow Up e o surpreendente I Hate This Part)a coisa ficou feia para a trupe de Nicole que nem dançarinos elas conseguiram fazer a gravadora pagar.Então,espertamente,os produtores delas foram buscar uma possível bóia para salvar o grupo.A resposta para as preces deles foi dada no último Oscar quando o compositor indiano A.R. Rahman venceu o prêmio de melhor canção pela composição usada no filme Quem Quer Ser um Milionário?,Jai Ho!.Então a parceria entre A.R. e os produtores das Dolls criaram a versão/remix de Jai Ho! com o subtítulo de You Are My Destiny.
A música é empolgante e orquestrada calculadamente para passar o clima de um musical de Bollywood e fica graciosamente entre o clichê e o brega ao lado do divertido e original.Os vocais estão bons principalmente o coro.Os principais,que são novamente apenas de Nicole,estão controlados e bem feitos.A letra encanta pela simplicidade e pela temática que remete a historia do protagonista do filme(garoto indiano analfabeto que entre em um programa de perguntas e respostas para conquistar seu amor).Apesar do jogo oportunista para ambos os lados,o decisão foi acertada e de bom tom.Quem sabe em uma outra "boa decisão",A.R.Rahman não produz o próximo CD das The Pussycat Dolls.Custa nada e pior não pode ficar!
nota:8

21 de julho de 2009

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Resenha feita em fevereiro de 2009



Eu Avisei
I Told You So
Carrie Underwood

Com certeza uma das melhores surpresas que tive foi descobrir o trabalho de Carrie Underwood.A vencedora do American Idol é uma dos raros exemplos que esses concursos realmente podem sair artistas completos e duradouros.É claro que uma bela produção e escolha de singles ajudam muito.Isso se prova com o quinto single do maravilhoso segundo álbum da cantora,Carnival Ride.
I Told You So é uma regravação do original gravado por Randy Travis em 1988.A escolha foi perfeita e ousada devido a letra de "redenção" e pedido de desculpas por uma traição.Ela caberia perfeitamente em um voz forte masculina e não em uma voz feminina doce e melódica como a de Carrie.Aí aparece a produção como o triste e simples arranjo e o talento de Underwood.Ela subverte todos os possíveis clichês que a própria música colocando emoção e sentimento que chegam a quase ser tocáveis em cada nota e em cada frase da bela letra.Em comparação,se a música fosse um filme e Carrie uma atriz sua performance seria indicada ao Oscar com uma zebra mas que seria aplaudida de pé ao surpreender e vencer a categoria principal.
nota:8,5

20 de julho de 2009

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Resenha feita em janeiro de 2009


De Volta a Normalidade.Ou Quase.
My Life Would Suck Without You
Kelly Clarkson


Kelly Clarkson pode considerar-se uma pioneira.Não que ela tenha revolucionado algum gênero musical.Longe disso.Kelly foi a primeira a ganhar o reality show americano American Idol e foi a que até hoje teve a maior aceitação mundial.Há vários motivos para o sucesso dentro dos Estados Unidos,além de vencer o programa que virou hit por lá,Kelly foi a verdadeira Cinderela do pop:menina simples do interior gordinha e fora dos padrões de beleza vence milhões de candidatos e se torna ídolo da noite para o dia.Para o resto do mundo Kelly é o pop redondo e comercial que agrada as faixas mais jovens.Em seu primeiro CD após vencer o reality,Thankful,foi um tiro no pé.Nem tanto pelas vendas e sim pela criticas e pelos singles que não foram bem nas paradas(exceto o primeiro A Moment Like This).Já no segundo álbum e com um aparato melhor de produtores veio o sucesso de vendas com 12 milhoes de cópias vendidas,boas criticas e singles virando hit ao redor do mundo.Dele saiu Since U Been Gone,Breakaway e sucesso que invadiu as rádio aqui do Brasil ,Because Of You.O sucesso foi tanto que Kelly ganhou dois Grammy's:Best Female Pop Vocal Performance por Since U Been Gone e Best Pop Vocal Album em cima de Mariah Carey e Paul McCartnery.Depois dessa consagração é que veio o grande problema na carreira de Kelly.
Querendo liberdade e mais espaço de criação,Kelly meio que deu um pé na bunda dos antigos produtores e resolveu pegar as estribeiras do terceiro CD,My December.Aí,a coisa desandou.De um pop bem acabado veio um pop rock histérico e chato.Tirando o primeiro single(o divertidamente histérico Never Again)nenhum dos singles teve um desempenho bom ou pelo menos decente nas paradas e o álbum ficou anos luz do que se era esperado.Esse ano Kelly volta as raízes ao se juntar com os produtores de antes e parece que um reencontro com o sucesso ao lançar o primeiro single do quarto álbum All I Ever Wanted,My Life Would Suck Without You.
A música já começou bem sua tragétoria batendo um recente recorde que era de Britney Spears em Womanizer:pulando do 97° para o 1° lugar da parada Billboard.No single Kelly deixa de lado as esquizofrenias de todo o CD de My December e volta a investir em um pop mas decente e comercial.Mas se a coisa melhorou de um lado do outro a coisa ficou no mesmo.Com os produtores de Since U Been Gone,My Life suck Without You é quase uma continuação da anterior em relação ao assunto:depois do cara ir embora e ela descobre que sua vida está melhor sozinha,ele voltou e ela descobriu que não vive sem ele.Mas isso é bem tolerável,o que pega é que o arranjo e a estrutura da música é igual a outra.É como Since... já não é essas coisas My Life... fica mais em baixo com a ajuda de vocais no automático sem graça.Mas graças a Deus os gritos e loucura acabaram.A tempestade passou,veio a bonança e só falta um arco-íris e também um boa música.Mas o pior já passou.
nota:5

19 de julho de 2009

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Resenhas feitas em dezembro de 2008


zzzzZZZZzzzzZZZZzzzzZZZZzzzZZZzZzZzZzzzzzZZZZ
Run
Leona Lewis


Imagine você com um dos maiores sucesso do ano,consegue emplacar uma outra música,vende mais de 3 milhões de copias(lembrando que é seu primeiro trabalho),ganha indicações ao Grammy e o que você faz depois?Isso mesmo lança uma Deluxe Edition para vender mais.O que não é nada mais é que um relançamento do álbum com algumas novas e uma novo encarte.Assim fez,seguindo a cartilha do sucesso atualmente,Leona Lewis com seu CD Spirit.É obviamente temos um novo single.
Run é um cover do grupo Snow Patrol.A música é bonita:tem letra forte e inspirada,vocais bem produzidos que mesclam o lado suave e forte da cantora e arranjo sombrios e românticos que só perdem a qualidade quando ela se transforma em uma música "épica" no final.Totalmente desnecessário.Mas mesmo com essas qualidades a canção é tão chatinha.Dá um sono nos 2 primeiros minutos que é fácil trocar de faixa.É indicada para quem tem problemas de insônia.É tiro e queda.
nota:7



O Carma do Delux Edition
Rain on Your Parade
Duffy


Imagine você com um dos maiores sucesso do ano,consegue emplacar uma outra música,vende mais de 4 milhões de copias(lembrando que é seu primeiro trabalho),ganha indicações ao Grammy e o que você faz depois?Isso mesmo lança uma Deluxe Edition para vender mais.O que não é nada mais é que um relançamento do álbum com algumas novas e uma novo encarte.Assim fez,seguindo a cartilha do sucesso atualmente,Duffy com seu CD Rockferry.
Esse primeiro parágrafo é exatamente igual,tirando nomes e alguns dados da resenha para Run da cantora Leona Lewis pois as duas cantoras estão na mesma situação.Mas nessa caso Duffy se saiu melhor que Lewis.Rain on Your Parade é o single escolhido para levantar as vendas já gordas de Duffy.No mesmo estilo "animadinho" de Mercy,Rain mostra a força da cantora como interprete em vocais fortes demonstrando toda a dor que a azeda,cínica,sincera e bela letra joga sem nenhum tipo de maquiagem.O arranjo é divertido porém ao lado do clipe,onde Duffy faz passinhos ensaiados,parece quer dá um ar mais comercial na onde já estava na medida certa.Te cuida,Duffy senão daqui a pouco você estará fazendo dueto com T-Pain.
nota:8

18 de julho de 2009

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Resenha feita em novembro de 2008


Quando é Hora de Decidir Quem Vai Apagar As Luzes
Bottle Pop (Feat. Snoop Dogg)
The Pussycat Dolls

A pergunta esse ano que não cala:o que aconteceu com as Pussycat Dolls para fazer um CD tão medíocre quanto Doll Domination?Não que o PCD(primeiro CD delas)seja uma obra prima,mas pelo menos era ouvível como um todo,e melhor,tinha grande canções.Onde estão as Dolls sexies/vulgares/divertidas de Buttons?Onde estão as Dolls da sensacional sem vergonha e irresistível Don't Cha?Onde estão as vagabas de luxo dançantes de Wait a Minute?Onde estão as quase virgens de Stickwitu(se bem que essas não precisam voltar)?Porque apareceu as Dolls apáticas,chatas e sem graças?Há varias razões para esse fracasso tanto em venda quanto em qualidade:

1°-Os produtores/escritores estão tomando "tóchico" e estão "doidões";
2°-Foram surdos que produziram o disco;
3°-É culpa da zica da Nicole que também quase levou o namorado piloto;
4°-O não sucesso de Nicole subiu a cabeça e ela mandou em tudo e fez do jeito dela;
5°-As outras integrantes são robôs sem vontade;
6°-Todas as alternativas acima.

Agora falando serio,é quase impossível descobrir,porque é inexplicavél.Tudo que eu posso pensar há uma contra resposta.Por exemplo,o ego de Nicole.Resposta:ali ela é pau mandado,tem contrato e tem que obedecer tudo que eles acham "bom" e também explica o motivo das outras não têm o mesmo destaque que ela,pois alguém acha que Nicole carrega o grupo "sozinho" sendo que ela nem conseguiu decolar na carreira solo.As outras também são pau mandado e de nível inferior,não apitam nada mesmo.Os produtores,é claro,que sabem fazer algo que preste,então porque não fizeram?É para fuder o que já estava ruim vem essa Bottle Pop.
O single não fala nada com nada.A letra é um amontoado de frases sem nem sentido aparente e para piorar nem são divertidas.Ela tem seu ápice no vergonhoso refrão "Quando minhas garrafas explodirem/Quando minhas garrafas explodirem/Quando minhas garrafas explodirem/Quando minhas garrafas explodirem/(Agitem-me)"?!!?!!??.Ainda tem um arranjo que quer ser eletrônico e hip hop mas só chega perto do ridículo.Os vocais são o tiro final:histéricos,clichês e horríveis.E sim,o Snoop Dogg faz uma participação.Mas como eu tenho vergonha da vergonha alheia,prefiro não comentar.Nesse momento chegou uma encruzilhada para as Dolls e todos os envolvidos:ou eles vão para estúdio fazer um novo CD perfeito ou é hora de decidir pelo fim do grupo e escolher que será o último a abandonar o barco para antes apagar as luzes.
nota:0

17 de julho de 2009

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Resenha feita em outubro de 2008


Apresentando:Beyoncé
If I Were A Boy
Beyoncé


Hoje vazou a nova música de trabalho do terceiro CD da cantora Beyoncé,para ser exato são duas,sendo a outra Single Ladies (Put a Ring on It).Porém falamos de If I Were a Boy.Vendo seu espaço ser dominado por Rihanna,Beyoncé deve ter pensado que era hora de virar a mesa e retomar seu lugar.Então se trancou em um estúdio e começou o criar músicas que segundo ela remete ao seu íntimo.Além disso,ela disse que foi feitas mais de 70 músicas(íntimo grande esse,hein?).Embora If I Were a Boy a primeira vista não seja a melhor opção para um primeiro single,deve se pensar em vários fatores e os levarem em conta.
Beyoncé deve mostrar algo diferente do que já tenha feito,para evitar comparações.Além disso seu maior sucesso foi Irreplaceable bem diferente do que ela já havia lançado,como exemplo Cranzy in Love.E nesse caso If I Were A Boy apesar de remeter as batidas de Irreplaceable,é completamente diferente de qualquer coisa que ela já tenha gravado.O arranjo é mais pesado alternando partes suavese partes fortes.Os vocais mostram que hoje Beyoncé é uma da melhores ou a melhor voz do mundo R&B,trabalhados perfeitamente mostrando lado mais doce e potente dela.A letra é bem elaborada,mais profunda e com ótimas ideias,porém nos remete a sucessos recentes como I Kissed a Girl,já que se ela na música gostaria ser um garoto por um dia ,então ela iria beijar meninas(mas isso pode ser apenas viajem da minha cabeça,kkkkkkkk).Muitos vão reclamar e dizer que foi uma escolha ruim para single.Pode ser.Ou não.O sucesso dela vai depender das pessoas se tocarem que estão na frente de uma nova Beyoncé.Ela cresceu e quer dá a cara a tapa sem medo e com isso ganhamos um cantora completa.Seja bem vinda Beyoncé!
nota:7,5

16 de julho de 2009

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Resenha feita em Setembro de 2008

O Retorno da Volta da Princesa Bipolar do Pop
Womanizer

Britney Spears

A pergunta que não cala no mundo pop ultimamente é:será que agora a Britney Spears volta triunfante?Depois de voltar a forma física,se mostrar uma mãe mais dedicada,"vencer" três prêmios VMA incluindo Clipe do Ano,Britney prepara o seu novo CD para o fim do ano(intitulado Circus)o primeiro single acaba de ser "vazado"(ah tá,sei!).E pelo visto esse comeback não promete muita coisa.
Womanizer(em português Conquistador)parece mais um bonus track do último CD,o Blackout.A musica continua na linha pop com base eletrônica e vocais sintéticos.Porém muito inferior a maioria das faixas de Blackout,como Piece Of Me.O refrão é super chato e extremamente enjoativo repetindo Womanizer sem parar,com os mesmos clichês vocais de Gimme More:ora voz da Britney,ora voz mais grave.A letra continua a mesma descerebrada e imatura.Pode ser que a música faça sucesso,porque Britney ainda tem importância no meio musical,mas não será por sua qualidade(algo que passa longe daqui).Realmente pensei que Miss Speras tinha aprendido a lição.
nota:3

15 de julho de 2009

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Resenha de Agosto de 2008

Quando a Máscara Cai
The Best Damn Thing
Avril Lavigne


Quando com apenas 16 anos a canadense Avril Lavigne surgiu com o CD Let Go e o mega hit Complicated o mundo viu nascer a primeira cantora pop punk para adolescentes.Com visual de um menino skatista desleixado e com rímel preto no olho milhares de meninas e meninos aderiram a moda de Avril.Alguns anos ela voltou diferente:o visual já era punk de butique e Avril já aparecia querendo ser sexy.Já o som ficou mas pesado e pincelado com um pouco de pop ali e aqui.Parecia que aos poucos Avril podia ser tornar uma excelente cantora de pop punk e se desvencilhar da era de adolescente.Porém ate ai havia uma outra cantora competido com Avril pelo os jovens:Britney Spears.As duas eram o oposto completamente,para ser mais claro,Avril abominava o tipo de musica de Spears.Então Britney surta e o posto de princesa do pop fica vago.E o que acontece?Avril muda seu estilo e parte para buscar esse posto com o lançamento do cd The Best Damn Thing.
Vestindo rosa e jogando uma ou outra peça "rock'&'roll" Avril começou a fazer tudo que não fazia e odiava:musica alegrinhas com letras de amor adolescente e coreografias.Avril ficou sexy usando cinta-liga e corset em vídeos.Mas com todo mudança não e para mal ela até conseguiu se sair bem nas musicas agitadas como o0 primeiro single Girlfriend.O problema são a baladas como o single When You're Gone.
O ultimo single que chega ao Brasil depois da mega flopada ao redor do mundo e o homônimo The Best Damn Thing.A musica que brinca com as lideres de torcidadas americanas pelo arranjo e a letra(Deixem-me ouvir vocês dizerem hey, hey, hey! Hey, hey, hey!/Certo, agora me deixem ouvir vocês dizerem hey, hey, ho! Hey, hey, ho!).A voz de Avril continua a mesma fininha e sem graça e que não trabalhada ce maneira correta pode ficar extremamente chata,o que não acontece aqui.A musica tem estilo "para fazer passinhos" mas peca ao colocar guitarras no refrão tentando mostra que a roqueira Avril ainda vive.Agora e esperar e ver o que ela vai fazer no próximo cd:ser Britney ou Avril!
nota:7,5

14 de julho de 2009

Replay

Para comemorar o primeiro ano do blog vou reunir as doze melhores críticas que eu fiz nesses 12 messes.A melhor de cada mês vou publica-lá novamente.Eis a primeira do mês de Julho de 2008:

7 Coisas Para Odiar Essa Música
7 Things
Miley Cyrus


1. Ela é fruto de um enlatado da Disney(como High School Diney)(deu para sentir?)
2. Não sabemos se ela e Miley Cirus ou Hannah Montanna(deu para sentir?)
3. Ela faz um pop rock do mesmo calibre de Ashlee Simpson(deu para sentir?)
4. Sua voz e do mesmo calibre Ashley Tisdale,ou seja,um ganso gripado(deu para sentir?)
5. A letra é de uma pieguice adolescente do mesmo calibre que RBD(deu para sentir?)
6. A melodia é mal acabada e feia como os do Jonas Brother(deu para sentir?)
7. E por último,mas não menos importante,simplesmente a musica é horrível!!!!!!!!!!!!!!!!!!!(deu para sentir?)
nota:2