28 de outubro de 2018
27 de outubro de 2018
Um Beijo Para As Inimigas
Money
Cardi B
Cardi B
O ano vai acabando e se pode afirmar que a Cardi B é um dos nomes que fizeram 2018 na música. Mesmo com todas as polêmicas envolvendo o seu nome nos últimos tempos, Cardi continua a dominar o mercado como uma das principais artistas femininas em um atual momento em que a maioria dos nomes em alta são homens, acumulando recordes, vendagens e prestigio. Aproveitando o excepcional momento, Cardi lançou o single Money.
A canção que não faz parte do álbum Invasion of Privacy é uma volta a sonoridade reta e sem firulas do primeiro single de sucesso da rapper, Bodak Yellow. Dessa maneira, a canção é uma sonoramente uma redondinha, carismática e comercial hip hop/rap que não é algo revolucionário, mas que consegue manter o hype da Cardi em alta. Principalmente porque o grande trunfo da canção é a própria artista que entrega outra impressionante performance, usando todas as suas peculiaridades de forma apenas a enriquecer o resultado final. Liricamente, Money é uma celebração mais que justa das conquistas que a rapper vem alcançando nos últimos tempos e, para aqueles mais atentos, um pequeno shade para a Nicki Minaj. Falam o que quiser, mas não neguem que Cardi B não veio para brincar em serviço.
nota: 7
A canção que não faz parte do álbum Invasion of Privacy é uma volta a sonoridade reta e sem firulas do primeiro single de sucesso da rapper, Bodak Yellow. Dessa maneira, a canção é uma sonoramente uma redondinha, carismática e comercial hip hop/rap que não é algo revolucionário, mas que consegue manter o hype da Cardi em alta. Principalmente porque o grande trunfo da canção é a própria artista que entrega outra impressionante performance, usando todas as suas peculiaridades de forma apenas a enriquecer o resultado final. Liricamente, Money é uma celebração mais que justa das conquistas que a rapper vem alcançando nos últimos tempos e, para aqueles mais atentos, um pequeno shade para a Nicki Minaj. Falam o que quiser, mas não neguem que Cardi B não veio para brincar em serviço.
nota: 7
26 de outubro de 2018
Pequenas Diferenças, Imensos Resultados
Empty Space
James Arthur
James Arthur
Por que dois artistas com características parecidas alcançam resultados tão diferentes? O que faz de um ser sucesso avassalador e o outro não ter o mesmo resultado se, basicamente, os dois entregam trabalhos com a mesma qualidade? Essa é uma questão para pensar ao ouvir Empty Space do britânico James Arthur.
Apesar do mega sucesso de Say You Won't Let Go e ter se tornando um dos poucos vencedores de um reality musical a quebrar a maldição que esse título pode trazer, James ainda parece preso a um nicho limitado que não faz jus ao seu talento, principalmente se analisarmos que o mesmo tem várias semelhanças com o Ed Sheeran. Claro, ambos artistas tem diferenças em relação a sua persona artista, mas, ao olharmos com mais cuidado, o público pode perceber que ambos são artistas pop com uma sonoridade "voz e violão" bem construídas e com uma pegada romântica fácil de se vender. Em Empty Space fica ainda mais fácil de perceber essas cruciais semelhanças, pois a canção é uma bonitinha balada pop que acerta na ótima construção instrumental. Obviamente, a faixa é um trabalho comercial, mas é fácil de perceber que existe um cuidado para dar personalidade para a mesma, principalmente na estrutura cheia de nuances ao longo da sua duração. Além disso, assim como Ed, James tem uma capacidade de escrever letras que consegue serem sentimentais na medida certa, mas sempre adicionando aquele 1% piegas que dá certo charme. O grande diferencial do cantor é a sua voz rouca e a distinta forma de pronunciar as palavras que garante a qualquer canção personalidade e profundidade, não sendo diferente para Empty Space. E apesar de tudo isso a seu fazer, James Arthur ainda não deve alcançar o mesmo merecido resultado de Ed Sheeran. Uma pena de verdade.
nota: 7,5
nota: 7,5
25 de outubro de 2018
Um Encontro Perfeito
Party Of One (feat. Sam Smith)
Brandi Carlile
Brandi Carlile
Durante todos os anos do blog na ativa já surgiram diversos tipos de parceria que vão desde o encontro de dois grandes nomes já consagrados até aqueles que serviram de trampolim para a ascensão de um dos envolvidos. Independente disso, sempre existiu uma qualidade que precisa existir para fazer dessas parcerias memoráveis: o talento dos envolvidos. Quando tudo está no lugar certo e existe talento verdadeiro envolvido surgem momentos como Party Of One da Brandi Carlile ao lado do Sam Smith.
Pouco conhecida aqui no Brasil, Brandi Carlile é uma já consagrada cantora estadunidense de folk rock e americana (uma mistura de vários gêneros como country, rock, R&B, entre outros) que no começo do ano lançou By The Way, I Forgive You, sendo o seu sexto trabalho. Recentemente, a cantora convidou o Sam Smith para regravar uma das canções do álbum para ser lançada como single de caridade. E a decisão não poderia ser mais acertada, pois, além de ser uma ótima canção, a união entre os dois artistas é impecavelmente linda.
Pouco conhecida aqui no Brasil, Brandi Carlile é uma já consagrada cantora estadunidense de folk rock e americana (uma mistura de vários gêneros como country, rock, R&B, entre outros) que no começo do ano lançou By The Way, I Forgive You, sendo o seu sexto trabalho. Recentemente, a cantora convidou o Sam Smith para regravar uma das canções do álbum para ser lançada como single de caridade. E a decisão não poderia ser mais acertada, pois, além de ser uma ótima canção, a união entre os dois artistas é impecavelmente linda.
Donos de texturas vocais diferentes, ambos conseguem uma harmonia e química impressionantes. A voz delicada e com uma sensação de já ter contado "mais de mil histórias" de Brandi parece se encaixar com a melancólica e soulful voz de Sam, criando performances de uma beleza simples e, ao mesmo tempo, avassaladoras sem precisar de nenhum arrombo vocal. É impressionante notar que os dois não precisam de muito para emocionar verdadeiramente, usando apenas os seus timbres e, principalmente, a capacidade de interpretação. Apesar da imensa qualidade dos interpretes, Party Of One não precisaria de cantores tão talentoso, pois a faixa já é por si só um trabalho excepcional. Uma tocante balada pop/folk sobre solidão à dois e aquela sensação de impotência de ver quem se ama cometer erro após erro, independentemente de tudo o que a gente faz para ajudar. Tocante e quase brutal demais para quem já passou por isso, Party Of One é o tipo de canção que não se espera, mas, felizmente, aparece para mostrar que o talento é sempre o melhor componente para um encontro.
nota: 8,5
24 de outubro de 2018
A Paloma Certa
Loyal
Paloma Faith
Paloma Faith
A carreira da Paloma Faith parece ser feita de altos e baixo quando o assunto é a qualidade das suas canções. Devido a sua estética e personalidade tão distintas, as canções da cantora estão sempre entre o acerto ou o erro. Não existe quase nada entre esse dois extremos. Felizmente, a cantora tende a acertar mais como é o caso da recém lançada Loyal.
Loyal é uma pop soul que demonstra a melhor faceta da cantora que sempre entregou ótimas canções nesse caminho. Sem precisar de muitos artifícios sonoros, Loyal é uma elegante e bem estruturada balada que tem como principal pilar de sustentação a presença de Paloma. Dona de uma voz tão diferentona do que normalmente se ouve atualmente, a cantora coloca, além de força, uma personalidade impressionante que lembra a "velha guarda" sem precisar, porém, cair na imitação. Melhor ainda é a composição, pois, ao contrário do que se espera, Loyal é sobre um relacionamento disfuncional em que ambos são infiéis. Sincera e desconcertantemente ácida, a canção mostra que quando acerta, a Paloma Faith é uma artista quase perfeita.
nota: 8
Loyal é uma pop soul que demonstra a melhor faceta da cantora que sempre entregou ótimas canções nesse caminho. Sem precisar de muitos artifícios sonoros, Loyal é uma elegante e bem estruturada balada que tem como principal pilar de sustentação a presença de Paloma. Dona de uma voz tão diferentona do que normalmente se ouve atualmente, a cantora coloca, além de força, uma personalidade impressionante que lembra a "velha guarda" sem precisar, porém, cair na imitação. Melhor ainda é a composição, pois, ao contrário do que se espera, Loyal é sobre um relacionamento disfuncional em que ambos são infiéis. Sincera e desconcertantemente ácida, a canção mostra que quando acerta, a Paloma Faith é uma artista quase perfeita.
nota: 8
23 de outubro de 2018
Internacionalização
Mia (feat. Drake)
Bad Bunny
Bad Bunny
Apesar de já ter construindo nos últimos anos o seu nome no mercado latino, o rapper porto-riquenho Bad Bunny só está vendo a sua carreira alcançar outro patamar após participar do mega sucesso I Like It da Cardi B. E não mais normal que o artista queira "monetizar" sobre essa oportunidade ao lançar a sua parceria com o Drake em Mia.
Apesar de ser o possível breakthrough para a carreira de Bad Bunny, Mia é, como diz o meme, meio pombo. A presença do Drake em espanhol é interessante, mas a sua presença é tão sem brilho que não ajuda em quase nada, além do fato de seu nome forte como presença. Mesmo com uma produção que acerta no tom comercial, Mia é uma corriqueira e ordinária latin trap/dancehall que não tem um pingo de criatividade. E mesmo com a voz grave e diferente, Bad não tem muito o que fazer na sua própria música, perdendo a oportunidade de criar ainda mais forte a sua persona no mercado internacional. Mesmo assim, Bad Bunny tem boas chances de virar o próximo grande nome latino nos Estados Unidos.
nota: 5,5
Apesar de ser o possível breakthrough para a carreira de Bad Bunny, Mia é, como diz o meme, meio pombo. A presença do Drake em espanhol é interessante, mas a sua presença é tão sem brilho que não ajuda em quase nada, além do fato de seu nome forte como presença. Mesmo com uma produção que acerta no tom comercial, Mia é uma corriqueira e ordinária latin trap/dancehall que não tem um pingo de criatividade. E mesmo com a voz grave e diferente, Bad não tem muito o que fazer na sua própria música, perdendo a oportunidade de criar ainda mais forte a sua persona no mercado internacional. Mesmo assim, Bad Bunny tem boas chances de virar o próximo grande nome latino nos Estados Unidos.
nota: 5,5
22 de outubro de 2018
Queen Para Iniciantes
Under Pressure (feat. teddy 3)
Shawn Mendes
Shawn Mendes
Prestes a ser lançado o filme Bohemian Rhapsody que irá contar a história do lendário Freddie Mercury, as músicas do Queen estarão em voga novamente no mainstream e, sejamos sinceros, não será nenhuma injustiça, pois a banda é dona das melhores músicas de todos os tempos. Além das versões originais, público também será apresentando a uma imensa onda de regravações de todos os estilos como é o cado da verão de Shawn Mendes para o clássico Under Pressure.
Shawn Mendes é, sem dúvida nenhuma, um artista talentoso que vem crescendo à olhos nus desde que começou a carreira. E a presença de Teedy Geiger, conhecido mais como o produtor de Shawn, parece ser bastante auspiciosa. Dessa maneira, a versão de Under Pressure é uma tentativa esforçada de replicar o clássico de 1981. Entretanto, Under Pressure é uma das canções mais difíceis e complexas do Queen, pois, além de ter uma instrumentalização icônica, a canção tem como participação outra lenda da música: o camaleônico David Bowie. Apesar da boa vontade, Shawn passa bem longe de recriar a mágica original ou dar uma nova cara à altura, resultando em uma versão morna, asséptica e quase como uma pastiche. Felizmente, como dito anteriormente, o jovem cantor segura bem os vocais dentro do seu limite vocal e não deixa a canção ser uma bomba verdadeira. O melhor da canção é apresentar para um público bem jovem o trabalho do Queen para, quem sabe, criar uma nova legião de fãs para a banda.
nota: 6
Shawn Mendes é, sem dúvida nenhuma, um artista talentoso que vem crescendo à olhos nus desde que começou a carreira. E a presença de Teedy Geiger, conhecido mais como o produtor de Shawn, parece ser bastante auspiciosa. Dessa maneira, a versão de Under Pressure é uma tentativa esforçada de replicar o clássico de 1981. Entretanto, Under Pressure é uma das canções mais difíceis e complexas do Queen, pois, além de ter uma instrumentalização icônica, a canção tem como participação outra lenda da música: o camaleônico David Bowie. Apesar da boa vontade, Shawn passa bem longe de recriar a mágica original ou dar uma nova cara à altura, resultando em uma versão morna, asséptica e quase como uma pastiche. Felizmente, como dito anteriormente, o jovem cantor segura bem os vocais dentro do seu limite vocal e não deixa a canção ser uma bomba verdadeira. O melhor da canção é apresentar para um público bem jovem o trabalho do Queen para, quem sabe, criar uma nova legião de fãs para a banda.
nota: 6
21 de outubro de 2018
Antes Tarde do Que Nunca - Versão Single
Stronger
Britney Spears
Britney Spears
Uma das melhores palavras em inglês para designar aquelas canções que deveriam ser melhor reconhecida é overlooked que pode ser traduzido como negligenciado. Uma dos maiores casos de overlooked no mundo pop é Stronger da Britney Spears.
Lançada em 2000 como terceiro single de Oops!...I Did It Again, segundo álbum da cantora, Stronger obteve um bom sucesso ao alcançar o 11° da Billboard e ter um dos melhores clipes da carreira de Britney, mas, infelizmente, passado dezoito anos parece que a canção ficou renegada ao "segundo" escalão da discografia da cantora. Claro, nas sombras de grandes sucessos antigos e mais novos da cantora, Stronger ocupa um lugar menos expressivos, mas, para aqueles fãs de verdade, deveriam perceber que a canção é, sem nenhuma dúvida, uma das melhores que Britney lançou até hoje.
A canção é de um tempo em que a cantora estava, não só no auge de sucesso, mas, também, no pico da forma artísticas em que era rodeada apenas pelos principais nomes em ascensão do pop. Produzido pelo Rami e, aquele que iria virar um dos principais nomes do pop na última década, Max Martin, Stronger é um verdadeiro biscoito fino do pop ao ser uma eletrizante e incomparável dance-pop misturado com teen pop e toque de pop rock que deveria ser lembrada como o verdadeiro marco de começo de transição de amadurecimento da Britney. Obviamente, a canção Oops!...I Did It Again já tinha sido lançada e possui uma imagem vinculada mais adulta. Entretanto, Stronger é, na verdade, muito mais pungente nesse aspecto, pois consegue ter uma autoconsciência sobre a artista que é bem incomum e de uma inteligência notável. Isso acontece quando a composição dispara no refrão: "My loneliness ain't killing me no more". Essa frase é claramente um referência ao primeiro sucesso de Britney, ...Baby One More Time quando a cantora diz o contrário ao declamar "my loneliness is killing me". Pode até parecer sem tanta importância esse momento, mas foi fundamental para a construção da carreira da Britney daí para frente. Todavia, isso não é só o que faz Stronger tão boa.
Além da produção ser uma das melhores da carreira de Britney deixando os trabalhos mais recente comendo poeira na sua totalidade, Stronger é um verdadeiro hino de empoderamento bem antes do tema entra em pauta no pop. Apesar de uma simplicidade de conteúdo, a letra é uma verdadeiro ensino sobre como deve se comportar uma composição de música pop que precisa ser ao mesmo tempo vendável e ter alguma profundidade. Além de ter a sensacional autoconsciência, a letra é divertida, fácil de lembrar e com um refrão certeiro sem precisar cair em repetições de onomatopeias ou qualquer grande clichê do gênero. Além disso, a performance da cantora é ótima, mostrando carisma, domínio, personalidade e força vocal que parece que ficou quase totalmente presa em um passado meio distante. Uma pena. De qualquer forma, Stronger é o tipo de canção que merecia muito mais respeito e reconhecimento por ser uma dos melhores momentos pop da era moderna.
nota: 8
A canção é de um tempo em que a cantora estava, não só no auge de sucesso, mas, também, no pico da forma artísticas em que era rodeada apenas pelos principais nomes em ascensão do pop. Produzido pelo Rami e, aquele que iria virar um dos principais nomes do pop na última década, Max Martin, Stronger é um verdadeiro biscoito fino do pop ao ser uma eletrizante e incomparável dance-pop misturado com teen pop e toque de pop rock que deveria ser lembrada como o verdadeiro marco de começo de transição de amadurecimento da Britney. Obviamente, a canção Oops!...I Did It Again já tinha sido lançada e possui uma imagem vinculada mais adulta. Entretanto, Stronger é, na verdade, muito mais pungente nesse aspecto, pois consegue ter uma autoconsciência sobre a artista que é bem incomum e de uma inteligência notável. Isso acontece quando a composição dispara no refrão: "My loneliness ain't killing me no more". Essa frase é claramente um referência ao primeiro sucesso de Britney, ...Baby One More Time quando a cantora diz o contrário ao declamar "my loneliness is killing me". Pode até parecer sem tanta importância esse momento, mas foi fundamental para a construção da carreira da Britney daí para frente. Todavia, isso não é só o que faz Stronger tão boa.
Além da produção ser uma das melhores da carreira de Britney deixando os trabalhos mais recente comendo poeira na sua totalidade, Stronger é um verdadeiro hino de empoderamento bem antes do tema entra em pauta no pop. Apesar de uma simplicidade de conteúdo, a letra é uma verdadeiro ensino sobre como deve se comportar uma composição de música pop que precisa ser ao mesmo tempo vendável e ter alguma profundidade. Além de ter a sensacional autoconsciência, a letra é divertida, fácil de lembrar e com um refrão certeiro sem precisar cair em repetições de onomatopeias ou qualquer grande clichê do gênero. Além disso, a performance da cantora é ótima, mostrando carisma, domínio, personalidade e força vocal que parece que ficou quase totalmente presa em um passado meio distante. Uma pena. De qualquer forma, Stronger é o tipo de canção que merecia muito mais respeito e reconhecimento por ser uma dos melhores momentos pop da era moderna.
nota: 8
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