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18 de agosto de 2021

Encontro de Gerações?

Stay
The Kid LAROI & Justin Bieber

Podemos dizer que a parceria do Justin Bieber com o The Kid LAROI é um encontro de gerações? Sinceramente, não sei ao certo, mas o importante de Stay é o tipo de canção que não parece agregar nada artisticamente para a carreira de ambos.

Apesar de sucesso comercial, Stay é uma sem graça e pouco inspirada pop, pop punk e synthpop que, ao menos, consegue ser comercial sem ser totalmente irritante. O principal problema da canção é que a produção parece ter feito a canção com o simples proposito de ser vendável e não uma parceria com o DNA misturado dos dois cantores. Sem nenhum dos cantores marcar com performances desinteressantes, Stay ainda sofre com a composição bem mais ou menos que coloca um verso composto quase todo por apenas “Oh, ooh-woah”. Mesmo não sendo uma bomba, o encontro de Bieber e LAROI é completamente esquecível.
nota: 5,5

27 de junho de 2021

É o Que Tem Para Hoje

Peaches (feat. Daniel Caesar & Giveon)
Justin Bieber

Ser uma das melhores canções da carreira do Justin Bieber é um feito que não precisa de muita para uma canção alcançar. Peaches é um exemplo bem claro.

Uma das melhores canções do álbum, o single número um da Billboard se beneficia de dois pontos principais para ser um milagre dentro da discografia do cantor. Em primeiro, a produção de Harv e Shndo consegue criar uma descolada, solar e deliciosa batida pop soul/trap que realmente conquista desde a primeira batida. Uma pena, porém, que o final é atrapalhado pela decisão de ficar repetindo o irritante refrão entoando por Justin até o final. Se apenas tivesse a parte instrumental, Peaches seria ainda mais agradável de se escutar. Em segundo, o cantor é eclipsado pelas participações descoladas de Daniel Caesar e Giveon que realmente adicionam as mesmas texturas e vibes que a canção pede. Enquanto isso, Justin soa robótico devido a alterações na sua voz e deslocado dentro da sua própria canção. Resumidamente: Justin Bieber teria uma música melhor se não tivesse na própria canção.
nota: 6

15 de janeiro de 2021

Um Milagre de Ano Novo

Anyone
Justin Bieber


Depois de entregar um ano de mediocridade, Justin Bieber parece prometer que em 2021 poderá ser um ano diferente com o lançamento da surpreendente ok Anyone. 

Longe de estarmos diante de uma canção realmente boa, Anyone é, possivelmente, uma das melhores canções do artista desde praticamente o começo da sua carreira. Olhando os meus arquivos, a última vez que o cantor teve tão alta em uma canção solo foi em 2016 com Sorry. O motivo desse aumento de qualidade é o fato da produção construir uma batida concreta e com nuances para a canção, indo na onda contrária do minimalismo pobre dos seus outros trabalhos recentes. Em uma instrumentalização que vai crescendo ao longo da sua duração, Anyone consegue terminar em de forma realmente bem acima da média ao dar vida para o pop comercial do cantor. Dona de uma composição piegas, mas eficiente, o single apenas erra no uso exagerado de efeitos na voz de Justin, atrapalhando a fluidez da canção especialmente na parte do refrão. De qualquer forma, é preciso elogiar o Justin que em um ano foi da bomba Yummy para uma decente Anyone. Será que o nível vai ser mantido no resto do ano? 
nota: 6

27 de novembro de 2020

Respingos

Monster
Shawn Mendes & Justin Bieber

Sinceramente, eu tento ver o lado bom da carreira do Justin Bieber, mas o canadense não parece colaborar com a minha vida. Depois de reclamar de barriga cheia no seu próprio single, o cantor resolveu respingar o seu white people problem na canção Monster do Shawn Mendes.


Sonoramente, Monster é a música mais ousada da carreira dos dois artistas ao ser uma sólida pop/pop rock com toques R&B que parece mostrar evolução da carreira de Shawn. Faltou, porém, um aprofundamento das ideias para dar mais corpo a batida, mas é necessário elogiar a produção Frank Dukes. O grande problema aqui é a composição que poderia ser ótima, mas acaba ressoando aquela sensação de ouvir os dois artistas reclamando de barrida cheia. Dessa vez, porém, o resultado final é melhor que a canção solo do Justin, pois parece mais sincera e original. Todavia, o verso de Bieber repete exatamente os mesmos erros que em Lonely a ser um desabafo raso, vitimista e reclamão. Sem grandes performances dos envolvidos, mas segurando a onda bem no resultado final, Monster poderia ser melhor se não tivesse sido respingado por erros herdados de outra canção. 
nota: 7

17 de novembro de 2020

White People Problems

Lonely
Justin Bieber & benny blanco

A gente tenta ser positivo em relação a carreira do Justin Bieber, mas o próprio não ajuda com os lançamentos de um single pior que o outro. Dessa vez, porém, Lonely não é tão ruim sonoramente, apesar de ser bem mediana. O problema é o conteúdo que a canção apresenta: o ápice do white people problems, isto é, problemas de pessoas brancas. 


Ok, acredito de coração que a fama tão cedo na vida de Justin causou problemas sérios ao longo dos anos, principalmente psicológicos. O problema é que a composição expõe de maneira tão rasa que tudo parece reclamação de um menino minado que está tentando remendar a sua imagem ao recorrer para o vitimíssimo. Ao não fazer mea culpa sobre a sua reponsabilidade em atos que fez no passo, Justin mostra todo o potencial do white people problems, pois, sejamos sinceros, se o cantor fosse negro ou latino não teria todas as chances que teve. Sonoramente, Lonely conta a produção do Benny Blanco e do Finneas, irmão da Billie Eilish, é uma pop com toques de indie e dreamy pop que se baseia em uma batida low-profile que até tem alguma personalidade, mas não tem exatamente carisma para elevar a canção. Infelizmente, Bieber ainda vai lançar muitas canções como essa para continuar a sua saga de mediocridade. 
nota: 5

11 de outubro de 2020

Só Deus Salva

HOLY (feat. Chance The Rapper)
Justin Bieber

Como se 2020 já não tivesse a sua carga de coisas negativas o suficiente, o Justin Bieber resolveu lançar uma nova canção. Depois de cometer um crime aos ouvidos com o lançamento do álbum Changes, o canadense resolveu apostar na medíocre Holy em pareceria com o Chance The Rapper.


Holy é provavelmente a canção mais chara da carreira de Justin Bieber, lembrando que estamos falando de uma carreira com poucos destaques realmente positivos. Tentando a qualquer custo vender a imagem de bom moço, o cantor apela para uma mistura canhestra de gospel com R&B e pop que tem exatamente cinco produtores. Cinco pessoas para produzir um verdadeiro desastre sonoro em que tudo parece plastificado, pasteurizado e sem um pingo de criatividade. Forçado do começo ao fim, Holy também é uma coleção de frases prontas sobre religião e relacionamento que soa brega e, claro, forçado ao extremo. O começo da performance de Justin até parece que irá render algo interessante, mas descamba para o péssimo devido a escolhas equivocadas como, por exemplo, a mudança de “vozes” brusca entre o penúltimo e último verso. Além disso, a presença mediana do Chance The Rapper não ajuda em nada no contexto final da canção. Nem Deus salva. 
nota: 4

24 de maio de 2020

Um Chuchuzinho

Stuck with U
Ariana Grande & Justin Bieber

Eu gosto de chuchu. O legume é um alimento complicado, pois, devido a ser quase todo feito de água, o mesmo não tem exatamente um gosto próprio e depende muito de como é feito e temperado para ter sabor. Então, existem músicas que podem ser classificadas como sendo um verdadeiro chuchu como é o caso da parceria entre Ariana Grande e  Justin Bieber em Stuck with U.


A canção é uma volta da Ariana a sonoridade dos seus primeiros trabalhos ao ser uma R&B/pop soul com raízes old school. Para Justin, Stuck with U é a melhor canção que esteve envolvido em anos. Todavia, nada disso parece realmente dar liga verdadeira para Stuck with U. Faltou tempero para elevar a boa instrumentalização. Faltou química real para fazer os dois artistas realmente conectarem. Faltou inteligência para fazer uma composição que pudesse ser mais que apenas simpática. A intenção da canção é ótima, pois tudo que será arrecado com a canção será destinada para crianças que tiveram a vida afetadas pelo covid-19. Entretanto, o resultado final de Stuck with U é sem graça e quase sem gosto.
nota: 6,5

13 de fevereiro de 2020

Uma Evolução Do Nada

Get Me (feat. Kehlani)
Justin Bieber

A boa notícia sobre a nova canção do Justin Bieber é que é bem melhor que Yummy. A má notícia é que Get Me não precisava ser boa para ser melhor, mas, na verdade, ser apenas ruim já bastaria para tal feito.

A canção, lançada como single promocional, é uma uma modorrenta R&B/pop que tem quase salvação devido uma ideia boa por trás da produção e a boa participação da Kehlani. A batida até poderia ter salvação se não fosse tão linear e tivesse nuances em sua construção. O maior espanto é que é que foram preciso de cinco produtores para criar uma canção como Get Me, mostrando que nem sempre mais de uma cabeça pensa melhor que apenas uma. O alivio aqui é a delicada e melódica presença de Kehlani, mas a falta de química com Justin e a parca composição afundam qualquer possibilidade da canção ser realmente boa. E isso já é uma evolução notável.
nota: 5

5 de janeiro de 2020

Começando o Ano em Baixa

Yummy
Justin Bieber

Nos últimos dois anos, a primeira resenha de um lançamento importante no começo do ano era sempre alguma canção que realmente interessante. Na verdade, ambas músicas (uma do Bruno Mars e a outra da Lizzo) foram a abertura perfeita para o ano que estava por vim. Em 2020, porém, a situação é bem diferente, pois o primeiro grande lançamento não é nada auspicioso. Tudo graças ao comeback do Justin Bieber.

Yummy não é a pior canção dos últimos tempos, mas faz um trabalho considerável para alcançar tal feito. A produção é fraca, mas até passável devido ao uma pegada chiclete aqui e ali nesse pop/R&B nada original. O que afunda a canção como o iceberg do Titanic é a sua pobre, mal escrita e medíocre composição que tenta ser uma exaltação da esposa do cantor, mas acabada sendo apenas uma coleção de frases com a mais pura vergonha alheia. E para piorar, Justin entrega uma performance tão forçada em ser cool que soa como sendo irritante e automática. Além dos incêndios devastadores na Austrália e o perigo de um confronto mundial, o ano de 2020 começa com essa bomba chamada Yummy. Nada bom.
nota: 4

27 de outubro de 2019

O Fundo do Poço

10,000 Hours
Dan + Shay & Justin Bieber


O country americano vive uma profunda crise criativa. Tirando a ala feminina e alguns poucos nomes masculinos, o gênero vem sendo transformado em uma pastiche massificada e sem nenhum tipo de brilho que deixaria os pioneiros do mesmo envergonhados. Um dos nomes mais "influentes" nessa derrocada é a dupla Dan + Shay que, para pior toda a situação, convidou o Justin Bieber para cometer a bomba 10,000 Hours.

10,000 Hours é exemplificação exata dessa massificação. Um country pop sem força, graça e com uma produção tão fraca e preguiçosa que a canção poderia ter qualquer tipo de letra que não faria a menor diferença. É triste ver um gênero que tem tanta história e uma bagagem rica ser reduzido em canções rasas e superficiais como 10,000 Hours. Mesmo com um refrão redondo, a composição é de uma falta de criatividade que chega a ser irritante de tão tosca. E tudo piora com as performances de todos os envolvidos, pois, além de não terem nenhuma química, parecem que estão sob efeito de soníferos. Acredito que pior que isso não fica, mas, ás vezes, o fundo do poço é apenas o começo. Oremos.
nota: 4,5

13 de agosto de 2019

O Cara Errado

bad guy (Remix)
Billie Eilish & Justin Bieber

A nova onda dos artistas é relançar uma canção em versão remix que, na verdade, não tem nada de remix para ajudar nas vendas. Ás vezes funciona, mas ás vezes dá muito errado como é o caso da versão de bad guy da Billie Eilish ao lado do Justin Bieber.

Provavelmente, a canção que melhor representa a personalidade artística da cantora, bad guy é uma estranha, divertida, ácida, dançante, bem produzida e, apesar do sucesso comercial, nada mainstream electropop com elementos de eletrônico que funciona devido a ser exatamente um trabalho esculpido para a Billie Eilish. A sua pitoresca forma de entoar e a composição de artista millennial que dá uma virada na mesa na forma como lida com o famoso "boy lixo" encaixam perfeitamente com o que esperamos da cantora, mas com uma qualidade surpreendente. Entretanto, a versão remix com Justin Bieber não tem nada haver com nada. Apesar de ser o ídolo da cantora e ser fofo que a mesma possa realizar esse sonho, a parceria não funciona em vários níveis diferentes. O principal motivo é que Bieber não acrescenta nada em um verso péssimo que deixa bem claro que foi apenas feito para a canção ganhar mais buzz para a canção nas paradas. Sinceramente, a nova versão é tão desnecessária que ajuda a canção a aparecer, por enquanto, na lista de melhores e piores canções do ano. Feito impressionante para uma novata.
nota
Versão Original: 7,5
Versão Remix: 4,5

28 de maio de 2019

Mão Amiga

I Don't Care
Ed Sheeran & Justin Bieber

Quando nomes peso pesados da música se unem para fazer música existe uma sensação, que apesar do lado artístico envolvido, a decisão também está voltada bastante para o lado comercial que pode resultar. Claro, se a parceria ajudar a reacender a carreira de algum dos envolvidos é melhor ainda. É mais ou menos assim que surge I Don't Care, parceria do Ed Sheeran com o Justin Bieber.

I Don't Care é claramente o resultado de uma camaradagem entre os dois artistas que parecem se ajudar mutuamente: abrindo os trabalhos para um novo álbum para Ed e ajudando ao Bieber a voltar para os holofotes da indústria depois de um bom tempo afastado. E isso não tem nada de errado. O problema é que a canção não funciona direito artisticamente, principalmente devido a falta de química entre os dois cantores. I Don't Care parece que alguém juntou duas versões em cada um cantou sozinho para fazer um remix extra oficial e, não, a colaboração conjunta dois cantores. E o mais prejudicado com isso é o Bieber que fica meio ofusca pelo carisma natural de Ed. Só que a canção não só erra nesse quesito, pois a mesma apresenta uma produção sem força ao entregar um morno dance-pop com toques leves de latin pop que soa mais como uma prima pobre de Shape of You. Além disso, a composição é um compilado bem feitinho de "problemas de jovem branco" que não encontra eco em parte do público que não sejam fãs dos dois. De qualquer forma, a ajuda mutua entre os dois cantores deve ser um dos grandes sucessos do ano e isso deve ser resultado suficiente.
nota: 5,5

19 de agosto de 2017

Bieber's Year

Friends (feat. Bloodpop)
Justin Bieber

Realmente não há como negar que, gostando ou não, 2017 será o ano de Justin Bieber. Depois de emplacar três sucessos seguidos como participação, Bieber lança a sua primeira canção solo desde o começo de 2016: intitulada Friends, a canção já nasce com cara de hit.

Produzida por Bloodpop, que já tinha trabalhado com o cantor no sucesso Sorry, Friends é uma canção razoavelmente boa, pois, felizmente, possui mais pontos positivos que negativos. Começa pela própria presença de Justin: amadurecendo, o cantor dominar melhor suas músicas em um interpretação com personalidade. Claro, ainda falta muito vocalmente para que o mesmo possa chegar aos pés de outros cantores pop como, por exemplo, Timberlake e Usher, mas é uma evolução notável. Criando um pop dance afinado e contagiante, a produção de Friends faz uma produção segura, bem refinada e, principalmente comercial. O interessante é notar que a canção tem um acabamento mais clean e maduro que outras canções solo de Justin, ajudando a apresentar uma possível evolução sonora digna de prestar atenção para o próximo álbum do cantor. A bom composição sobre tentar ser amigo da ex erra ao não construir aquele refrão chiclete que sempre marcou a carreira de Justin. Não que isso era impedir o sucesso da canção e confirmação de quem é o dono de 2017.
nota: 6,5

11 de janeiro de 2016

Sorry, Not Sorry

Sorry
Justin Bieber

Dentro do desastre que é Purpose, algumas coisas se salvam com alguma dignidade. Uma delas é o single Sorry.

A melhor produção do álbum creditado ao DJ/produtor Skrillex e dois outros desconhecidos, Sorry tem a qualidade de mostrar uma ousadia na moribunda sonoridade do cantor: o EDM batido é envernizado com uma camada inesperada de música caribenha. O resultado é até interessante e poderia ter sido mais bem trabalhada em vários pontos como, por exemplo, o refrão é muito mais encorpado que na parte dos versos. Além disso, a produção vocal usada na voz de Bieber ajuda apenas a ressaltar os problemas que a voz dele possui, mas existe um aspecto bom: o cantor parece render melhor quando adota um quase sussurrar sem precisar de se esgoelar em altas mais altas. Nada disso, porém, ajuda a melhor a péssima letra que ajuda a colaborar a imagem de "crianção" do cantor que precisa ser o centro das atenções o tempo todo. E tenho uma leve impressão que Justin não esteja tão arrependido assim para pedir desculpas de verdade.
nota: 6

31 de agosto de 2015

Um Retorno Pálido

What Do You Mean?
Justin Bieber

Justin Bieber é amado por milhões de fãs. Justin Bieber é odiado por outros milhões de pessoas na mesma proporção. Porém, não há como negar que o jovem astro é um dos símbolos da cultura pop dos anos 2010 para o bem ou para o mal. Claro que é muito mais pelo fato do que ele deixa ou não de fazer na sua vida pessoal do que pelo o seu histórico como cantor. Tirando alguma relevância cultural de Baby de 2010, Bieber até agora não se por merecer o título entre os principais nomes do pop americano. Depois de um período de hiato de cerca de três anos depois do lançamento do pavoroso álbum Believe está na hora do cantor provar que, além de ter amadurecido, ele é realmente talentoso. O primeiro single do novo álbum não ajuda a realização dessa "tarefa".

What Do You Mean? é uma mudança na sonoridade de Bieber, mas não é uma mudança para a
melhor. Com a produção do desconhecido MdL, o single segue a tendência desse EDM/pop com uma cadência down/slow tempo. Para realizar essa produção com qualidade, porém, se faz necessário uma produção ousada e de uma maturidade artística imensa. Em What Do You Mean? ouvimos uma batida careta, sem graça e, principalmente, repetitiva. Na ânsia de criar um hit extremamente comercial, a produção erra em não dar uma personalidade para a canção resultando em um trabalho genérico e batido. Outro ponto extremamente fraco da canção é a sua péssima composição que falha duplamente em criar uma letra interessante ou inteligente (First you wanna go left and you want to turn right/ Wanna argue all day make love all night é uma das pérolas) ou mesmo ser divertida com um refrão fraquíssimo. No meio disso, a performance de Bieber é ofusca por tantos erros que acaba soando até audível. Agora é esperar para saber como o público em geral irá reagir com esse retorno do Bieber e como ele irá se sair nessa fase decisiva.
nota: 4

31 de outubro de 2013

A Maturidade Chega Para Todos?

Heartbreaker
Justin Bieber


Do nada o Justin Bieber resolveu lançar um projeto chamado Music Mondays que vai lançar uma canção nova a cada semana até 16 de Dezembro. Arrisca e original. Contudo, isso é sinal de amadurecimento na sua carreira? Se depender da qualidade da primeira música lançada a resposta é não.

Em Heartbreaker não ouvimos nenhumas mudança nítida de crescimento na voz de Bieber. Mesmo fazendo uma performance sem erros, o jovem ainda depende muito da produção vocal para imprimir sua personalidade e isso deixa a canção vazia. A produção acerta na levada mais cadenciada indo em direção ao R&B, mas o resultado final é insosso e sem carisma. A composição deve ser uma clara "homenagem" a sua ex-namorada Selana Gomez. Isso mostra um lado mais honesto de Bieber, mas ainda é muito pouco e falta qualidade técnica e criativa para ele ir além do arroz com feijão. Se essa for a tentativa de Justin soa mais maduro, ele errou completamente o alvo.
nota: 6

2 de janeiro de 2013

O Encontro de "Deus, Qual o Motivo?"

Beauty and a Beat (feat. Nicki Minaj)
Justin Bieber


Eu sempre me pergunto: para quem fazer uma canção com um featuring se o convidado é praticamente esquecido? Ainda mais quando esse convidado bem mais talentoso que o artista principal. Assim é com a canção Beauty and a Beat do Justin Bieber.

A produção perde uma imensa oportunidade na presença apagada e pequena de Nicki Minaj no final da canção mesmo assim os seus poucos segundos são a coisa mais interessante da canção. Claro, em uma música como essa coisa seria bem melhor que a tentativa de mostrar um Bieber mais maduro. Devo admitir que o começo da música até promete algo, mas quando chega o começo do refrão a coisa desanda em propoções épicas. Seja pelos vocais forçado e extremamente fracos de Justin que tenta parecer um leão, mas ainda é um gato de rua, ou seja, pela batida se torna um sabão do "David Guetta" doido e ainda por cima se torna chata e repetitiva. Então, qual o motivo dessa parceria? Ou melhor: qual o motivo dessa música?
nota: 3

24 de junho de 2012

2 por 1 - Justin Bieber

All Around the World (feat. Ludacris)
Die In Your Arms
Justin Bieber

Se Till the World Ends já não era uma maravilha, a sua prima é ainda pior. All Around the World foi lançado com single promocional de Believe.

A batida foi chupada sem puder pelos produtores que só esqueceram-se de colocar o que dava algum suporte para a canção da Britoca: a batida cadenciada. Aqui a canção fica chapada do começo ao fim resultando em um pop farofa da pior qualidade. A voz trabalhada de Justin não colabora com a evolução artística do rapaz e a letra sem graça e com um refrão podre levam tudo para um outro nível de ruindade.

Já no outro single promocional, Die In Your Arms, Justin faz o impossível: pegar um sample do Rei do Pop (apesar de uma canção desconhecida) e transformar em uma canção mela cueca com pretenções de ser estilizada.

Die In Your Arms é chata do começo ao fim. Esse negocio de falar de amor com um menino de doze anos que se apaixonou pela primeira vez é de doer. Apesar de algo interessante com a base com sample de We've Got a Good Thing Going do álbum Ben de 1972, a falta de uma produção mais adulta dá uma boba para o arranjo. Por fim, o ídolo teen parece que voltou uns cinco anos nos vocais. O horror que está em meus ouvidos é aterrorizante. Fujam o mais rápido possível.
nota
All Around the World: 2
Die In Your Arms: 2,5

6 de abril de 2012

Mãe, Quero ser Grande ou o Justin Timberlake

Boyfriend
Justin Bieber

Quando eu vejo que uma música recebeu criticas "mixas" fico sempre pensando: uma música pode ser mesmo "média"? Não é mais justo falar que uma música é boa ou não? Simples e direto. E chego sempre a mesma conclusão: não, principalmente usando os meus critérios de avaliação. Vamos ao caso mais recente: Boyfriend do Justin Bieber.

O ídolo número um das adolescentes com hormônios descompensados vai lançar seu terceiro álbum de nome Believe ainda esse ano. Como primeiro single foi lançada a música Boyfriend e pelo mostrado ele vai seguir o caminho mais comum, previsível e usado do mundo pop: o astro teen que quer crescer. E para isso ele vai dar uma mudada na sua sonoridade. De pop teen vem aí o pop sexy/adulto. Contudo, para quem administra a carreira dele ou ele mesmo, crescer significa ser o Justin Tinberlake. Boyfriend é, basicamente, um "b-side" do álbum Justified. Isso é bom, mas também é ruim. As partes boas são a produção do arranjo deu uma quebrada no estilo "alegre" para algo mais forte e cadenciado mesmo tendo uma atmosfera reciclável Agora que realmente os altos e baixos da canção: Justin cresceu como cantor, mas o uso de grave com o falseto é forçar a barra demais. Ainda mais que a parte do falseto mais parece uma criança do que o sexy/estranho de Tinberlake. E a composição transita entre o legalzinho e o constrangedor. Justin dispara "Relaxando ao fogo enquanto comemos fondue" e "Eu posso ser seu Buzz Lightyear, voar entre o mundo". Ou você quer crescer e atingir uma nova classe de fãs e acompanhar o crescimento das antigas ou você continua a quer que novas e ainda mais crianças se apaixonem por você e deixar as velhas mais abobadas ainda. Não dá para fazer as duas coisas. Voltando ao começo, Boyfriend é a definição de "recepção mixa": não é ruim, mas também não é boa. Fica na média.
nota: 6

22 de novembro de 2011

Então, É Natal?

Mistletoe
Justin Bieber

Uma das tradicões mais presentes no Natal são as músicas natalinas. Nos Estados Unidos é quase como uma entidade viva que assombra o público todo final do ano. E os artistas ajudam para essa "maldição". Vários deles já laçaram um álbum com músicas com o espírito natalino. Desde Mariah Carey (duas vezes) até Bob Dylan já fizeram um CD com esse tema. Sempre é uma estratégia confiável e rentável, mas quase nunca original. Esse ano é a vez de Justin Bieber participar dessa tradição.

O lançamento de Under the Mistletoe é bem questionável em alguns níveis. Primeiro, olho a clara vontade de "juntar" uma graninha (é que graninha!) com as fãs do jovem juntando duas coisas tão vendáveis nos dias de hoje: Natal e Justin. Segundo, me questiono sobre o caminho que a carreira dele está sendo administrada no sentido artístico. Lançar como segundo álbum de Bieber um CD natalino é muito ariscado, mesmo sendo prometido um novo trabalho. De qualquer forma, ainda devo aplaudir o esforço de tentar dar para Under the Mistletoe um ar mais original misturando novas músicas com canções mais do que tradicionais. No primeiro quesito entra a bonitinha Mistletoe, primeiro single do álbum.

Original, mas nem tanto Mistletoe é um bom momento de Bieber mostrando um lado mais calminho numa tentativa de "imitar" o Jason Mraz com uma pegada mais acústica com base de violão. Um trabalho certinho e correto que consegue conquistar sem ser realmente ótimo. Acharam um tom que mostra o tom da voz de Bieber adequado e devo até dizer, muito bonito dentro das restrições dela. A letra é um poço de clichês natalinos com pop romântico para as meninas se derreterem. Nada mais justo, né? Contudo, ainda acredito que o melhor presente que o Bieber podia dar para as fãs era se ele já tivesse um herdeiro. Olha que coisa linda: um herdeiro para o império Bieber! (Sim, estou sendo sarcástico!).
nota: 6,5