6 de abril de 2012

Mãe, Quero ser Grande ou o Justin Timberlake

Boyfriend
Justin Bieber

Quando eu vejo que uma música recebeu criticas "mixas" fico sempre pensando: uma música pode ser mesmo "média"? Não é mais justo falar que uma música é boa ou não? Simples e direto. E chego sempre a mesma conclusão: não, principalmente usando os meus critérios de avaliação. Vamos ao caso mais recente: Boyfriend do Justin Bieber.

O ídolo número um das adolescentes com hormônios descompensados vai lançar seu terceiro álbum de nome Believe ainda esse ano. Como primeiro single foi lançada a música Boyfriend e pelo mostrado ele vai seguir o caminho mais comum, previsível e usado do mundo pop: o astro teen que quer crescer. E para isso ele vai dar uma mudada na sua sonoridade. De pop teen vem aí o pop sexy/adulto. Contudo, para quem administra a carreira dele ou ele mesmo, crescer significa ser o Justin Tinberlake. Boyfriend é, basicamente, um "b-side" do álbum Justified. Isso é bom, mas também é ruim. As partes boas são a produção do arranjo deu uma quebrada no estilo "alegre" para algo mais forte e cadenciado mesmo tendo uma atmosfera reciclável Agora que realmente os altos e baixos da canção: Justin cresceu como cantor, mas o uso de grave com o falseto é forçar a barra demais. Ainda mais que a parte do falseto mais parece uma criança do que o sexy/estranho de Tinberlake. E a composição transita entre o legalzinho e o constrangedor. Justin dispara "Relaxando ao fogo enquanto comemos fondue" e "Eu posso ser seu Buzz Lightyear, voar entre o mundo". Ou você quer crescer e atingir uma nova classe de fãs e acompanhar o crescimento das antigas ou você continua a quer que novas e ainda mais crianças se apaixonem por você e deixar as velhas mais abobadas ainda. Não dá para fazer as duas coisas. Voltando ao começo, Boyfriend é a definição de "recepção mixa": não é ruim, mas também não é boa. Fica na média.
nota: 6

2 comentários:

christine blog disse...

A produção da música é boa.Faltou mais 4 garotos pra dançar com o Bieber rsrs

Marina Teixeira disse...

Eu me senti ouvindo uma música de 2003/2004. Podia ser menos datada.