CALL ME IF YOU GET LOST
Tyler, the Creator
16 de novembro de 2021
14 de novembro de 2021
12 de novembro de 2021
Um Oscar Para Bey - Agora a Missão é Oficial
Be Alive
Beyoncé
Beyoncé
Não é segredo para ninguém que durante um tempo a Beyoncé estava na “busca” de vencer um Oscar. Os dois momentos que a mesma teve mais chances foi quando estrelou o musical Dreamgirls em 2006 e mas recentemente quando lançou a canção Spirit, tema do remake de Rei Leão. Nenhuma delas resultou em uma indicação, mas parece que isso deve mudar com o lançamento de Be Alive.
Tema do filme King Richard, estrelado pelo Will Smith e que conta a história do pai de Serena e Venus Williams na busca de fazer as jovens estrelas do tênis, Be Alive é uma interessante e inspiradora canção que a Beyoncé consegue ousar, mas ainda ter o charme que uma canção vencedora do Oscar normalmente pede. Uma fusão potente de R&B e soul, a canção tem nos vocais marcantes de Beyoncé o seu ponto alto, pois a cantora coloca toda a força emocional de maneira avassaladora que cria essa sensação de inspiração que parece ter a mesma vibe do filme. O problema da canção é a sua composição: apesar de boa, a mesma se repete na sua segunda parte e deixa passar um momento que poderia ser a sua elevação. Entretanto, acredito que Be Alive dever ser indicada ao Oscar, pois, além da qualidade da canção, a Academia não iria perder a oportunidade de ter no mesmo ano Beyoncé, Lady Gaga, Kristen Stewart e Billie Eilish depois do fiasco de audiência do ano passado.
nota: 7,5
The Power of Marina
Venus Fly Trap
MARINA
MARINA
Um dos melhores momentos em Ancient Dreams in a Modern Land, Venus Fly Trap consegue encapsular todas as qualidades do álbum em apenas uma canção de menos de três minutos.
Acredito que a principalmente qualidade do single é a sua produção que consegue manter a mesma sonoridade básica que o álbum segue e ainda adicionar uma camada radiofônica importante. Misturando pop rock com puro pop, Venus Fly Trap é a canção que melhor consegue equilibrar os elementos artísticos de Marina com essa vibe ativista, inclusive na sua ótima composição. Divertida, empolgante, original e com a personalidade da cantora, a canção mostra em toda sua glória o poder da Marina.
nota: 8
Entre o Genial e o Constrangedor
Masculinidade
Tiago Iorc
Tiago Iorc
Envolto a polêmicas que não necessariamente impossíveis de serem resolvidas, o Tiago Iorc faz o seu retorno depois de mais uma sumida para entregar a canção nacional mais interessante do ano: Masculinidade.
Masculinidade é uma faixa que tem dois polos diferentes: de um lado, a espetacular e incrível produção/instrumentaliza e, do outro, a constrangedora composição. Ao fazer uma crônica longa e verborrágica sobre masculinidade tóxica, Tiago toca no assunto que preciso ser discutido ainda mais nos dias de hoje, mas soa exatamente como um dos outros aspectos da masculinidade tóxica: o esquerdo macho. Existe bons momentos como, por exemplo, o verso “Minha alma é profunda e se afoga no raso”, mas a pretensiosidade que atinge todo o resto é realmente irritante e cansativa. Todavia, como já tido, a produção/instrumental é de um cuidado e criatividade impressionante que consegue ser poética, delicada, cheia de nuances bem vidas e bem acima da média que o esperado para uma canção do cantor. Masculinidade é o tipo de canção que tem que vai odiar e quem vai amar. E acho que talvez isso seja o que queria o Tiago.
nota: 6,5
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