3 de outubro de 2009

Cinema e TV

Começo hoje um novo espaço para diversificar um pouco o blog.Vou falar das minhas outras paixões:o cinema e a TV.Seriados,filmes,shows e DVD estarão aqui esporadicamente.Então começo com a resenha da primeira temporada do seriado United States Of Tara.


United States Of Tara(1° Temporada)
Canal:Showtime
Criadora:Diablo Cody
Elenco:Toni Collette,John Corbett,Brie Larson,Keir Gilchrist,Rosemarie DeWitt
Já de começo os nomes por trás da comédia-drama United States Of Tara já são de chamar a atenção:a criadora,recém ganhadora do Oscar de Melhor Roteiro Original por Juno,Diablo Cody e o produtor Steve Spielberg.A união dos dois levou ao canal pago americano Showtime a serie,que pode-se dizer,que é a união de todas as donas de casa da TV.A serie narra o dia-a-dia de Tara(Toni Collette).Dona de casa,mãe,esposa e decoradora que parece viver uma vida normal.Apenas parece.Quando acontece alguma situação que ela não consegue controlar,Tara é "substituída" por um do seus alter egos.Tara,que devido a um trauma de adolescência adquiriu o Transtorno de Múltiplas Personalidades,vive tentando lidar com seu problema já que parou de tomar os remédios que a fazia ficar como um zumbi e tentar conciliar sua carreira e família.A serie começa mostrando a relação de Tara com a família:o marido Max(John Corbett),sua filha Kate(Brie Larson) e filho Marshall(Keir Gilchrist).Logo no primeiro episódio somos apresentado a umas das personalidades de Tara:T,uma adolescente rebelde e boca suja.Além dela,temos o Buck que é um ex-militar durão que guarda lembranças da guerra do Vietnã,Alice que é uma dona de casa perfeita ao extremo e com atitudes esquisitas e Gimme,que é uma espécie de fera irracional.Esses alter egos são apresentados ao longo dos 12 episódios da temporada.E da mesma maneira que eles são introduzidos é que a serie cresce.Os primeiros episódios são arrastados e um pouco monótonos.A historia parece não fluir.Nesse momento é que aparece a grandeza de Toni Collette que domina cada cena e carrega esse começo nas costas enquanto a serie não se encontra.Cada novo alter ego é uma nova confirmação do talento dessa australiana que ficou famosa com o filme Casamento de Muriel em 1994.Mas só foi em 1999 que ela finalmente conseguiu fama internacional com uma indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante em O Sexto Sentido.Não se lembra dela?Ela era a mãe do garoto que via gente morta.Essa é sua principal qualidade como atriz:sumir em seus personagens mesmo que já tenha feito algo parecido.Sumida do grande público,sua estrela voltou a brilhar no filme independente Peguena Miss Sunshine como Sheryl,a mãe da família que está perto de um ataque de nervos.As duas personagens Tara e Sheryl,mesmo vivendo situações diferentes,estão no mesmo barco em suas vida prontas a ter um colapso.Mas Toni consegue transformar dando um tom mais comum e angustiado a Tara enquanto Sheryl nutre um olhar de esperança mesmo que vago.Dessa mesma maneira ela imprime a cada um dos alter egos um vivacidade tão crível,que mesmo sabendo da sua condição,nos simpatizando por todos esses "personagens".Seja pelas tiradas machista e hilárias de Buck,seja pelas tentativas de ser a dona de casa do ano de Alice e seus métodos nada ortodoxos ou pelas bobeiras e atitudes de T.Mas quem realmente nos conquista é Tara em sua fragilidade e anseio para tentar ser uma boa mãe,esposa e profissional.Toda esse esforço foi compensado quando Toni venceu o Emmy de melhor atriz em comédia em cima da mega favorita Tina Fey em 30 Rock.Lá pelo terceiro episódio que a serie começa a ir de acordo com sua atriz principal.Diálogos mais ágeis e episódios mais dinâmicos.As tramas paralelas ganham destaque.A melhor sem dúvida é encabeçada pelo filho de Tara,Marshall.Meio nerd,ele se veste como se fosse de forma como se estivesse nos anos '50.Gay assumido,o jovem se apaixona pelo um dos garotos populares da escola que é filho de um pastor.A trama coadjuvante ganha força devido ao excelente desenvolvimento mostrando uma família compreensiva tratando de forma amorosa e normal o relacionamento do filho com seu "primeiro amor" e a atuação do jovem ator Keir Gilchrist que não transita pelos esteriôtipos e clichês e entrega uma atuação sensível e comovente.A outra trama envolve a filha que quer um pouco de independência e arranja um emprego em um restaurante onde é assediada pelo esquisito gerente.Esse segmento da história não é muito interessante.A relação dos dois não é muito desenvolvida e fica algo solto no ar.Temos também temos a irmã de Tara que é uma espécie de "ovelha negra" da família ao achar que seus pais dão apenas atenção a Tara(esses sentimentos são revelados no sexto episódio,Transition) mas a ajuda de todas as maneiras.Além do marido que começa uma investigação para saber qual real motivo da situação da esposa(John Corbett em seu habitual papel de bom moço).No decorrer nos últimos episódios a série realmente decola em um clímax onde Toni Collette arrasa.Renovada para uma segunda temporada(que começa em Janeiro de 2010),United States of Tara promete grandes emoções e uma segunda temporada ainda melhor agora que os personagens já estão desenvolvidos e a trama já engrenada.E que venha mais alter egos.
nota:7,5

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