Parte II
The Weeknd
"Um dos melhores momentos de Hurry Up Tomorrow é quando o The Weeknd acerto na mosca em como introduzir o funk carioca no pop com a ótima Cry For Me.
Fundida de forma inspirada e inteligente, a batida de clara influência do funk incrementa a batida da canção que ganha novos contornos devido a essa textura sonora. E o mais interessante é que não é apenas uma passagem aqui ou ali, mas, sim, a estrutura de Cry For Me é uma mistura de R&B, synth-pop e funk, criando um amálgama refrescantes e original que não perde, porém, a essência do cantor."
Black Country, New Road
"Apesar de ainda navegar pelo rock, a banda adiciona uma pesada e significativa carga de baroque/progressive pop que transforma a canção em um trabalho em um glorioso, iluminado e surpreendente. Sabe aquelas canções que dá vontade de bater o pesinho ao som da batida e cantarolar enquanto dirigir em uma manha ensolarada de primavera? Não, mas acredite em mim que você vai sentir essa sensação ao ouvir Besties, pois a canção exala essa sensação devido a sua atmosfera solar e uma construção resplandecente instrumental que é uma das marcas da banda."
Miley Cyrus, Lindsey Buckingham & Mick Fleetwood
"Com participação no instrumental de Lindsey Buckingham e Mick Fleetwood, lendários integrantes do Fleetwood Mac, a canção é um classudo, maduro, lindo e cativante soft rock com elementos vintage que nunca chegam a soar datados. É uma bela reverência ao gênero feito nos anos 70 e 80, especialmente pelo próprio Fleetwood Mac. Com um instrumental impecável, Secrets é o veículo perfeito para Miley, que entrega uma performance apaixonada e vigorosa, em que seu timbre distinto funciona como a cereja do bolo."
Urias & Criolo
"Já com uma sólida discografia, a cantora dá aqui um passo importante e nítido para chegar a um patamar ainda mais alto. Isso se deve à incrível construção da canção, que consegue ser a continuação do que ela mesma já entregou e, ao mesmo tempo, uma versão mais madura e refinada, resultando em uma estilosa, potente, única e magistral mistura de art pop, afrobeats, post-industrial, hip hop, latin pop, hard rap e música tradicional brasileira. Esse caldeirão poderia facilmente ter dado errado, mas, felizmente, Deus tem uma produção que não apenas liga perfeitamente os pontos como também funde todas essas influências de maneira irretocável e, em diversos momentos, sinceramente brilhante."
FKA twigs
"Como vibe, a canção é uma requintada e madura mistura de R&B com subgêneros do eletrônico como, por exemplo, drum and bass, jersey club e glitch que consegue transmitir muito bem toda a intenção da ideia por trás do desenvolvimento da produção. Todavia, a canção se destaque um pouco acima devido as adições geniais de camadas sonoras, texturas e quebras de expectativas na construção do impressionante e icônico instrumental que se torna um dos pontos focais do brilhantismo da canção."
Ichiko Aoba
"Single de Luminescent Creatures, a canção é um daqueles momentos em que tudo que já era bom se eleva para outro patamar. Novamente, a canção mostra com louvor e graciosidade a sonoridade indie pop/folk da cantora, mas adiciona uma leve e luminosa camada de new wave para incrementar o belíssimo e melódico instrumental. É impressionante notar o quanto é grandiosa a capacidade da cantora de produzir uma canção com tão poucos elementos instrumentais, soando, porém, de uma grandiosidade impressionante devido à elegância com que é conduzido o arranjo."
Jade
"Primeira entre as novas faixas, a canção é irresistível, épica, tocante, dançante e poderosa, misturando perfeitamente electropop, electro house, synthpop e garage em uma batida que consegue ser comercial e, ao mesmo tempo, apresentar quebras de expectativa que vêm marcando a sonoridade da Jade. Todavia, o grande mérito da faixa está em sua composição sensacional, que funciona como a celebração final dessa fase da carreira da artista e, também, como uma homenagem à comunidade queer, que compõe boa parte de seus fãs desde os tempos do Little Mix. Lindamente escrita, Church é daquelas canções que podem não alcançar grande sucesso comercial, mas que certamente se tornarão um marco na carreira da Jade."
Wolf Alice
"Primeiro single do álbum The Clearing, a canção é uma extravagante, dançante, estilizada, grandiosa e exuberante mistura de hard rock, glam rock, art pop/rock e dance, que vai se desdobrando em uma viagem sonora inesperada e completamente incrível. Sem nunca perder o foco, a produção de Bloom Baby Bloom cria uma complexa e refinada teia instrumental que consegue abarcar toda a complexidade sonora de maneira descomunal em um caleidoscópio belíssimo e revigorante."
Slayyyter
"O grande acerto da canção é a sua progressão sonora, que não a limita a um único lugar, mas cria, explora e ultrapassa algumas barreiras para entregar uma construção sonora espetacular. Sonoramente, a faixa é um electrocash com incorporação de electropop e pop rap, mas que pega essas noções e cria um delicioso e substancial caldo com explosões de sabores que a elevam a outro nível. A diferença rítmica do refrão que abre a canção, em comparação aos outros refrões ao longo da música, a pegada surpreendente e única de funk carioca no começo do segundo verso, e o clímax que dá uma guinada para terminar fortemente inspirado em hyperpop — tudo isso adiciona camadas brilhantes a BEAT UP CHANEL$."
21. Silver Lining
Laufey
"Assim com o toque da mais pura seda, a canção é um deleite para os ouvidos com sua melodia refinada, graciosa, madura e tocante. Um pop tradicional infundido de jazz, Silver Lining não entrega nada de novo na sonoridade da cantora, mas, sim, mostra a continua refinação do seu estilo que consegue ter elementos vintages sem soar datado e, ao mesmo tempo, soar contemporâneo sem perder esse toque bem vindo de nostalgia. Com uma letra esteticamente simples, mas lindamente escrita que consegue ser romântica e “divertida” ao mesmo tempo e uma magistral performance vocal que apenas confirma a Laufey como uma verdadeira joia musical."











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