Parte II
Little Simz
"A canção é um trabalho tão complicado de ser construído devido a seu teor lírico que o resultado é ainda mais louvável. Falando sobre o poder do amor em nos libertas das amarras do medo, a canção poderia facialmente cair no lugar da auto ajuda barata, mas passa longe disso ao ser uma refinada crônica com um trabalho lírico excepcional que reflete o talento da rapper de maneira sincera, inteligente, madura e tocante."
YUNGBLUD
"Não apenas a melhor canções do cantor até o momento, o single é realmente uma grande canção que deve facilmente integrar as melhores do ano. Com cerca de nove minutos, a canção é uma inspirada, épica, refinada e madura art rock/britpop com influencias de glam rock e post-grunge com uma estrutura épica e um instrumental realmente impressionante. Quase como duas canções unidas por um fio bastante claro sonoro, Hello Heaven, Hello funciona perfeitamente do começo ao fim devido a condução magistral de uma produção que conseguiu entender a sonoridade base do Yungblud e, ao mesmo tempo, teve a capacidade de aprofunda-la de maneira desconcertante e inteligente."
Quadeca
"Ambas são singles do próximo álbum Vanisher, Horizon Scraper e, apesar das diferenças, compartilham um fio condutor sonoro claro. Essencialmente, as duas canções transitam pelo art pop/folk pop, cada uma com influências distintas que lhes conferem personalidade própria. MONDAY apresenta uma produção com influências de chamber/baroque pop, que a tornam reluzente e tocante, com um toque de música folclórica. Isso funciona devido à qualidade da instrumentalização e às texturas adicionadas, delicadas mas marcantes. Já GODSTAINED segue uma linha mais próxima do R&B, com nuances de bossa nova que remetem a Frank Ocean, mas sem soar como uma imitação."
Allison Russell & Annie Lennox
"Uma canção protesto em que as cantoras clamam que o que o mundo precisa é de união e amor, especialmente diante dos tempos sombrios em que vivemos. Devo dizer que, em sua essência, a composição é piegas, mas, sinceramente, é escrita de uma maneira tão verdadeira que fica difícil não se deixar envolver por esse clamor."
By Storm
"Completamente fora de qualquer padrão comercial, a canção é uma longa, intrigada, impressionante e descomunal exercício sonoro ao misturar em uma experimental, hip hop, glitch, psicodelia, ambient e hip hop abstrato que vai puxando a gente em um vórtex impressionante. Não é uma canção, porém, que nos conquista logo de cara, mas é com o passar do tempo que a sua atmosfera densa e contemplativa. E isso é mais impressiona, pois Zig Zag é uma canção que soa contida devido a sua melodia linear, mas que esconde uma profundidade imensa que deixa a gente pasmo ao ir notando cada detalhe."
Florence + The Machine
"Dando início ao novo álbum, a canção carrega a marca definida, inesquecível e, sinceramente, lendária da banda, ao se apresentar como uma grandiosa e impressionante mistura de art rock e pop que apenas eles poderiam entregar. Entretanto, a produção acrescenta camadas vibrantes, com cores fortes que conferem à faixa uma personalidade reluzente, sem deixar de preservar a essência já consolidada do grupo. Dessa vez, há uma bem trabalhada e excitante influência de rock alternativo e gótico, com toques de punk rock e gospel, que dá a Everybody Scream uma áurea completamente distinta dentro da discografia — ainda que soe, ao mesmo tempo, familiar. É exatamente o tipo de experiência que apenas o Florence + The Machine seria capaz de oferecer."
Viagra Boys
"Existem algumas músicas que devido a alguma característica causa algum tipo de incomodo quando a gente a escuta. Todavia, essas músicas são basicamente impossíveis de serem esquecidas, pois, normalmente, acertam um lugar impossível de se esquecer. Esse é o caso de Man Made of Meat da banda Viagra Boys. Primeiro single do novo álbum da banda, a canção é afiadíssima, desconcertante, ácida e explosiva crítica da sociedade moderna, especialmente a maneira como as pessoas lidam com a internet, o consumismo e a cultura da celebridade. Todavia, não é apenas um critica/reflexão, mas, sim, uma porrada descomunal ao usar construções líricas que vão do cair o queixo até os versos que a gente não tem nenhuma reação de verdade."
Charli xcx & John Cale
"Totalmente diferente de tudo que a cantora já fez, a canção tem como ponto de brilhantismo a genial participação de John Cale, da lendária banda The Velvet Underground. Dono de uma voz forte, marcante e profunda, o artista narra, em forma de poema, um longo verso que tem relações com a obra literária sem inserir trechos do livro. E é revigorante a ideia e a execução, pois criam toda uma atmosfera densa e sombria que vai crescendo até chegar a um clímax poderoso, no qual Charli aparece apenas para ajudar na quebra de expectativa sonora. Essa quebra vem do fato de que, por boa parte de “House”, enquanto temos a presença de Cale, a canção se comporta como uma épica e climática dark ambient com elementos neoclássicos, para terminar com influências de industrial e toques de synthpop. É uma produção ousada e majestosa que não teria razão para ser um sucesso comercial, mas que me deixa extremamente feliz por existir."
SPELLLING
"Primeiro single do seu novo álbum que leva o mesmo nome, a canção dá uma guinada na sonoridade da cantora ao ir em um caminho mais art rock que o pop/soul/art que a mesma transitava. Isso não quer dizer, porém, que Spellling perde um pingo da sua personalidade artística, pois Portrait of My Heart continua a mostrar o seu majestoso requintamento sonora ao ser uma densa, épica e graciosa fusão de art rock, post-grunge e chamber pop que resultar em um inspiradíssimo instrumental que vai crescendo aos poucos em uma subida continua e fascinante. A condução da produção é algo impressionante que parece fazer a canção se tornar uma espécie de redemoinho musical que vai fazendo a gente se puxado para o seu centro."
Rochelle Jordan
"Capturando com perfeição a áurea do deep house do começo dos anos 1990, a canção consegue se sustentar perfeitamente pelas próprias pernas ao não soar ultrapassada nem ter cheiro de naftalina. Na verdade, “Doing It Too” possui um frescor delicioso e cativante, devido principalmente à sensacional performance de Rochelle, que domina a faixa com uma exatidão tocante e um carisma gigantesco. As adições sonoras — com toques de garage house e dance-pop — também elevam a qualidade da música, ampliando ainda mais seu escopo sonoro."











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