16 de janeiro de 2018

Pior Single

1. Is That For Me
Alesso & Anitta


"A canção poderia ser o grande momento nessa fase da carreira da cantora, mas acaba sendo um quase tiro no pé. Primeiramente, Anitta lançou aquele estranho e brega clipe na Amazônia que mais parece concurso de qual é a pior roupa do ano. Em segundo, a canção em si é um trabalho bem complicado, pois o resultado final é abaixo da média. Tudo soa morno na canção: a produção EDM no automático, a batida fraca e sem sal, a letra rasa e com refrão pobre e a performance apática de Anitta (mais devido a atmosfera da canção do que culpa da cantora). Nada realmente funciona em Is That For Me, mesmo que seja claramente um trabalho com características internacionais."
Resenha

2. Regret In Your Tears
Nicki Minaj


"Regret In Your Tears é uma mistura de rap com dancehaal, conduzido de maneira que termina como quase uma balada mid-tempo. Aquela que deveria ser uma canção que estaria no mesmo nível de momentos "românticos" da Nicki como Right Thru Me ou The Crying Game acaba como uma sonolenta e nada memorável canção sobre o fim do namoro de Nicki com o Meek Mill. Chata do começo ao seu fim, Nicki parece que gravou a canção tarde da noite e com muito sono. Nada aqui parece realmente feito para serem sucesso, mas pelo menos as outras canções não soam tão descartáveis como Regret In Your Tear."

3. À Vontade (feat. Wesley Safadão)
Ivete Sangalo


"Vamos ao primeiro e inegável fato: Ivete Sangalo é uma excelente cantora, vocalmente superior a Claudia Leitte. Isso fica bem claro em À Vontade, pois sem quase esforço a cantora domina a canção como poucas. Todavia, as qualidades de À Vontade para exatamente aí, pois o single é uma confusão rítmica ao não saber exatamente o que é o seu gênero. Seria uma axé com pop? Seria um arroxa com axé pop? Seria um arroxa pop/forró? À Vontade poderia ser tudo isso, mas no final não termina sendo nada disso. Na verdade, a canção acaba sendo uma grande perda de oportunidade para Ivete que, para piorar, não tem muito química com Safadão."

4. Waterfall (feat. P!nk & Sia)
Stargate


"Waterfall é um pop/eletropop com toques de indie pop rock que tem tudo haver com o duo e, claro, com as duas cantoras participantes. Todavia, como de boas ideias o mundo não se alimenta, o resultado do single é o mais mediano e esquecível possível. O grande problema é o ponto que deveria ser o principal: a sua produção. O duo entrega uma batida pobre e sem nenhuma personalidade definida que, na verdade, soa como se fosse uma demo vazada e, não, uma música pronta e finalizada. Para piorar a situação, a composição é apenas ok, mesmo tendo a autoria da Sia e, também, do Diplo. O que dá uma ajudinha são as presenças da P!nk e da Sia em boas performances, mas que não encontra um lugar na canção para realmente brilharem. Waterfall tem um encontro que poderia ser muito, mais muito, mais muito, mais muito melhor mesmo, mas que acaba como uma das canções mais "nhé" dos últimos tempos."

5. Bon Appétit (feat. Migos)
Katy Perry


"Bon Appétit tem uma ideia criativa por trás até interessante: a produção misturou dance pop com trap music, mas construindo uma instrumental que fosse minimalista no começo e, aos poucos, crescesse em uma batida mais comercial e "ampla". A ideia é boa, mas a execução soa tão bagunçada e estranha que cria uma espécie de capa que impede Bon Appétit de ser divertida. A situação piora com as escolhas erradas da produção vocal: Katy Perry não parece acertar em nenhum momento com vocais fracos e sem força, mesmo gostando do resultado das primeiras repetições do refrão. A presença do grupo de rap Migos poderia ser muito melhor aproveitado, caso não fosse utilizado da mais maneira mais clichê possível. Entretanto, o prego no caixão é péssima composição que faz da forma mais ordinária metáforas sobre sexo e culinária. Se eu fosse a Katy esquecia esse Bon Appétit no churrasco e partia para outra urgentemente."


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