Rose Gray
Notei que esse começo de ano parece ter sido planejado para ter uma leva de álbuns debut de cantoras pop que estão na fila para serem possivelmente os próximos grandes nomes do pop. Depois de Victoria Canal, agora é a vez de resenhar o debut da Rose Gray com Louder, Please. Um promissor início de carreira, mesmo que ainda falte uma dose cavalar de personalidade.
Terei que apontar que a crítica que vou fazer agora também pode ser vista de certa como um elogio: Louder, Please é basicamente um álbum que a Kylie Minogue nunca fez. Não que a Rose copie na cara dura nada que a Kylie tenha feito, mas é fácil notar que existem várias ligações diretas com o pop ouvido aqui com a sonoridade da australiana, especialmente na época do começo dos anos dois mil. E isso não é exatamente ruim já que se tem uma cantora que uma artista pop deveria se inspirar é na Kylie sem nenhuma dúvida. Todavia, essa sensação que tive durante todo o álbum tirou uma dose bem grande da refrescância que esse debut poderia trazer, criando certa parede para a minha apreciação completa. Felizmente, o resultado final Louder, Please é apetitoso e divertido que não tem como não curtir de verdade.
Sonoramente, o álbum é uma mistura bem azeitada, iluminada e cativante de synth-pop, dance-pop, house, electropop e eurodance que não entrega nada novo, mas segue a risca uma receita já testada e aprovada. Gosto de perceber o cuidado com a finalização das faixas, mostrando que Rose parece entender bem sobre como se rodear de pessoas que tem uma visão certeira sobre o pop como, por exemplo, Sega Bodega, Vaughn Oliver e Shawn Wasabi. Outra qualidade do álbum é sua coesão perfeita, resultado em uma coleção de canções rápidas e rasteiras na melhor maneira possível. Ouvir Louder, Please não é uma experiencia inesquecível, mas também é um prazer delicioso do começo ao fim enquanto as musicas estão rolando. Tenho que apontar que, apesar de talentosa e segurar bem as pontas, o ponto realmente fraco do álbum é a presença ainda sem força real da Rose como cantora, pois não consegui ouvir realmente a sua personalidade exposta nas canções. Além disso, a maneira como entoa as faixas parece realmente com a Kylie e, em certos momentos, a Tove Lo. Então, falta maturidade para a mesmo encontrar o seu lugar ao mundo. De qualquer forma, o álbum tem alguns momentos que preciso destacar como a atrevida e cativante Wet & Wild, a dramaticidade de Angel Of Satisfaction, a gostosa farofa de Just Two e, por fim, a divertida Free. Louder, Please marca de forma positiva o começo da Rose Gray, começando um hype para saber o que vai ser entrega quando a mesma se achar de fato.
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