11 de janeiro de 2026

As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer

Nem sempre um grande artista é reconhecido por algumas qualidades que o mesmo tem e que sempre mostrou ao longo da sua carreira. Hoje irei iluminar uma qualidade da Rainha do Pop que nem sempre é lembrada de forma constante. E é o fato de a Madonna ser também…



Os Melhores Singles de 2025 - Parte III

 


O Mesmo Bruno

I Just Might
Bruno Mars

Depois de um tempo bem grande sem lançar um álbum, pois são dez anos desde 24K Magic e cinco desde An Evening with Silk Sonic, ao lado do Anderson .Paak, Bruno Mars se prepara para lançar seu quarto álbum, intitulado The Romantic. E, como primeiro single, foi lançada a divertida I Just Might.

Primeiramente, preciso apontar o que muitos corretamente falam: o fator “mais do mesmo” para artistas masculinos. Enquanto cantoras precisam se inovar sonoramente em cada novo lançamento, cantores não têm essa mesma pressão ao continuar no mesmo padrão. E isso fica bem claro que é o caminho do Bruno, pois o single não tem nada de novo do que a gente já ouviu. E isso é um peso importante para a canção. Todavia, I Just Might é exatamente o que o “Bruninho” sabe fazer de melhor e entrega exatamente o que promete.

Uma divertidíssima, sexy, dançante e contagiante pop soul, com elementos de disco, funk e boogie, que o Bruno domina com os olhos fechados. Claro, essa sensação de mais do mesmo é forte, mas é afastada bem pela graciosidade genuína da produção do artista, ao lado de D'Mile. Eficiente e deliciosa, I Just Might também conta com uma performance radiante do Bruno, que encarna com perfeição essa mistura de cantor vintage, romântico inveterado e estrela pop, que o mesmo sustenta no talento e no imenso carisma. O ponto fraco da canção é sua composição, que realmente fica bem perto de ser genérica demais e com um refrão apenas bom, mas que ainda é viciante quanto mais a gente escuta.

Sim, Bruno faz novamente o arroz com feijão de todos os dias, mas ele faz com vontade de fazer a gente encher o bucho.
nota: 7,5

2 Por 1 - Robyn

Sexistential
Talk To Me
Robyn

Lendo algumas resenhas do público dos dois novos singles da Robyn, parece que há uma sensação de que muitos não conhecem exatamente a discografia da cantora. Pois só assim se explicam algumas resenhas de Sexistential e Talk To Me.

Ambas as canções, apesar de diferentes, apresentam muito bem a personalidade da artista ao ter, de um lado, o pop mais direto e digestível (Talk To Me) e, do outro, o pop mais experimental e “cafona” (Sexistential). Entre as duas, a primeira é com certeza a melhor, pois é a que funciona melhor no que pretende fazer, ao ser uma refinadíssima e deliciosa synth-pop com toques de house e dance-pop que carrega perfeitamente a marca da personalidade da cantora.

O single não é extremamente comercial, mas é facilmente feito para tocar em alta rotação nas playlists pop devido ao seu apelo de fácil assimilação, com sua batida limpa e direta. A canção tem suas experimentações, mas passa longe de ser um trabalho experimental a ponto de afastar aqueles mais sedentos pelo puro pop. Facilmente, a canção é prima direta de faixas como Call Your Girlfriend e Indestructible. E isso meio que muda com a presença de Sexistential.

Bem mais arriscada sonoramente, a canção não é para todos os gostos, principalmente para aqueles que procuram algo mais “redondinho” e de fácil digestão. Também não é algo profundo e complexo, mas, sim, uma desavergonhada e divertida exploração dos limites do pop, misturada com uma dose de vergonha alheia e autodepreciação. E isso vem principalmente de sua controversa composição, em que a cantora discorre sobre a vida sexual de uma mulher quando é mãe e solteira. Acho que os seguintes versos dão uma ideia sobre o tom que a Robyn quer dar à composição: “Hormonal rants on IG / Scrolling my feed while breastfeeding”. Quem tem o paladar simples ou não entra na viagem não consegue aproveitar a zoeira e o fator campy da canção.

Outro ponto é a produção, que entrega uma abordagem minimalista e contida para erguer a batida deep house/eurodance/progressive da canção, resultando em um instrumental que transita bem entre o caricato e o criativo de maneira tênue, mas divertida. E o fator que sustenta ambas as canções é a performance sempre ótima da Robyn e sua presença bastante carismática.

Essa é a Robyn na sua versão mais Robyn. E isso é ótimo.
notas
Sexistential: 8
Talk To Me: 7,5

Encontro Fosco

girl, get up.
Doechii & SZA


Você sabia que a Doechii e a SZA lançaram uma canção juntas recentemente? Não? Então, não se sinta excluído, pois o lançamento de girl, get up. meio que passou despercebido. E olha que é uma boa canção.

Uma elegante, madura e estilizada mistura de hip hop, R&B alternativo e toques de afrobeats, a canção tem um refinamento muito bem-vindo para a construção e evolução sonora da rapper. Todavia, o resultado final da produção é bem menos impactante esteticamente do que o esperado para que a canção pudesse virar um novo hit para as envolvidas. girl, get up é um trabalho competente, mas fica mais como um filler que ganhou a luz do dia. Mesmo assim, a performance contida, mas raivosa, da Doechii e a presença iluminada da SZA — ainda que pudesse ser maior — dão personalidade suficiente à canção. Além disso, a ótima composição, em que a rapper coloca alguns pingos nos is, mostra o quanto a lírica da artista é inteligente, às vésperas de lançar seu primeiro álbum. É um aperitivo muito bom, que dá vontade de sobra para saborear o que está por vir.
nota: 8

4 de janeiro de 2026

Antes Tarde do Que Nunca - Versão Single

Ain't It Funny
Ain't It Funny (Murder Remix) (feat. Ja Rule and Caddillac Tah)
Jennifer Lopez


No auge da sua popularidade comercial, Jennifer Lopez conseguiu alguns feitos notáveis que atualmente não parecem mais possíveis de acontecer. E um desses feitos foi o sucesso de Ain’t It Funny, mais precisamente de seu “remix”.

Na verdade, a grande surpresa, digamos assim, não é o sucesso de Ain’t It Funny (Murder Remix), mas sim o fato de que, apesar de se apresentar como um remix, trata-se, na realidade, de uma canção totalmente nova. Lançada como quarto e último single do segundo álbum da cantora (J.Lo), a versão original não teve bons resultados comerciais nos Estados Unidos, mas se saiu bem ao redor do mundo, alcançando um top 3 no Reino Unido. Sonoramente, Ain’t It Funny é uma mistura melhor do que o esperado de pop latino com toques de salsa e disco, contando com uma ótima instrumentalização. Dançante, sensual, comercial e realmente cheia de personalidade, a canção figura entre as melhores da carreira da cantora.

A música ganharia uma nova chance nas paradas quando o remix de outro single do mesmo álbum, I’m Real, atingiu o topo da Billboard ainda em 2001, levando a cantora a lançar o álbum de remixes J to tha L–O! The Remixes, tornando-se o primeiro trabalho do gênero a alcançar o primeiro lugar em vendas nas paradas. Como primeiro single oficial, foi lançada Ain’t It Funny (Murder Remix). Entretanto, a canção não tem, de fato, nada a ver com sua versão original, sobrando apenas o nome e seu uso no refrão. Na prática, trata-se de uma música nova em todos os sentidos, principalmente no aspecto sonoro e lírico.

Do pop latino para o R&B/hip hop, Ain’t It Funny (Murder Remix) é uma canção um pouco presa ao seu tempo, já que é facilmente perceptível que sua sonoridade pertence a um período bastante específico que, devido a essas limitações, não carrega uma sensação de atemporalidade. Todavia, a música consegue ser nostálgica na medida certa, pois possui uma força estética poderosa graças à produção inteligente, que oferece a todos os envolvidos a plataforma perfeita para brilhar. Nunca conhecida como uma grande vocalista, J.Lo entrega uma performance segura e carismática, mesmo quando comparada ao que poderia ter sido com a então novata Ashanti, que, além de coescrever a canção, pode ser ouvida em várias partes como backing vocal. E a presença marcante de Ja Rule é um dos motivos pelos quais a música é, ao mesmo tempo, inesquecível e um fruto claro de sua época. Uma relíquia do passado que mostra que, querendo ou não, o legado de Jennifer Lopez é maior do que muitos tentam reduzir.
notas:
Ain't It Funny: 8
Ain't It Funny (Murder Remix):: 7,5

O Retorno de Uma Diva

Beautiful People
Jill Scott


Depois de um hiato de mais de dez anos, Jill Scott, um dos nomes mais celebrados do R&B/soul contemporâneo, está de volta para lançar, este ano, o seu sexto álbum (To Whom This May Concern). E, como primeiro single, foi lançada a ótima Beautiful People.

Uma celebração sobre o que existe de melhor na raça humana – algo de que estamos precisando –, a canção é um glorioso e cativante R&B/soul que não tem pressa para ir envolvendo em sua teia sedosa, garantindo uma experiência transcendental para quem escuta do começo contido até o seu poderoso final. Classudo, elegante e maduro, Beautiful People é o tipo de canção para quem gosta de verdade de música, pois é a exemplificação do talento em forma de canção devido à presença magistral e escultural de Jill Scott, que domina a faixa com uma sabedoria que apenas uma lenda seria capaz de ter. E que o ano possa trazer mais retornos como esse deleite sonoro.
nota: 8,5

Eficiente

LOVE YOU LESS
Joji

Algumas canções nos surpreendem por fazerem exatamente aquilo a que se propõem. Esse é o caso de LOVE YOU LESS, do Joji.

Single de seu próximo álbum (Piss in the Wind), a faixa é uma eficiente indie rock/dream pop que consegue agrupar todos os seus elementos de uma maneira tão encaixada que esconde que, sonoramente, a canção não tem nada de especial de verdade. Bem instrumentalizada, mas sem nenhum grande toque especial, LOVE YOU LESS se destaca pelo fato de conseguir pegar o básico e fazê-lo de maneira tão bem-feita que tem a capacidade de esconder a sua falta de inspiração extra. 

E isso, sinceramente, é algo que precisa ser elogiado. Também é preciso apontar que a composição caminha nesse mesmo espaço, mas que tem alguns momentos de inspiração nessa crônica sobre não ser correspondido à altura em um relacionamento. O melhor deles é no refrão, quando Joji entoa de maneira melancólica e quase como uma súplica: "If I love you less, will you love me more?". Uma canção que faz o famoso arroz com feijão bem-feito.
nota: 8

Um Encontro Quase Inusitado

Zombie
YUNGBLUD & The Smashing Pumpkins


Um dos nomes mais surpreendentes de 2025 foi o YUNGBLUD, que vem colhendo ótimos frutos como resultado do lançamento do álbum Idols, como, por exemplo, três indicações ao Grammy. Outro fruto é poder contar com o respeito de veteranos, como é o caso da banda The Smashing Pumpkins, com quem o britânico regravou a sua canção Zombie.

Single lançado no ano passado, a canção é “uma competente, sólida e cativante power balada pop rock/rock alternativo” que mostra claramente a evolução artística do cantor. A versão com a presença da banda não altera praticamente nada da produção, mesmo soando um pouco mais “pesada” devido à presença instrumental e à sonoridade dos convidados. Isso é interessante, pois dá a essa versão de Zombie uma sensação de algo mais profundo e poderoso.

Todavia, a regravação erra no momento em que os versos cantados pelo vocalista Billy Corgan são exatamente os mesmos da versão original, deixando uma impressão estranha de que faltou certa personalidade verdadeira para a canção, criativamente falando. Vocalmente, Billy consegue se adaptar à canção, ao mesmo tempo em que impõe sua marca, mas também faltou mais polimento para criar realmente uma fusão entre todos os envolvidos. É um trabalho que mostra apenas o quanto de potencial o YUNGBLUD possui.
nota: 7,5

A Primeira Música Ruim de 2026

Internet Girl
KATSEYE


Nem sempre dá para começar o ano com boas energias. E 2026 já começa em baixa para o pop com o lançamento da péssima Internet Girl, da girl group KATSEYE.

Sem lançar nenhuma canção que realmente seja boa, o grupo continua na mesma toada com essa irritante, piegas e sem nexo mistura de electropop com electroclash e dance-pop que parece ter saído mais de uma IA do que da mente humana. Uma batida massificada e sem graça que parece desesperadamente querer ser cool, mas termina sendo insípida e completamente datada. 

Todavia, Internet Girl tem o seu pior elemento na péssima e idiota composição, que parece querer falar sobre a superexposição da internet, especialmente para mulheres, sendo irônica e debochada, mas acaba sendo infantil, vergonhosa e sem sentido, como no horrível refrão em que é colocada a seguinte pérola: “Eat zucchini, eat zucchini / Eat zucchini, eat zucchini / Do you read me? Like the emoji?”. O que dá certa salvada na canção é que as integrantes do KATSEYE parecem ser talentosas ao segurar a canção com o que podem fazer, mesmo sendo despidas de qualquer personalidade verdadeira. Um desastre logo no começo de 2026.
nota: 4

Os Melhores Singles de 2025 - Parte II

 


Single do Ano - Votação Final

Depois das duas votações classificatórias chegou a hora de escolher qual foi o maior sucesso de 2025 entre as seis finalistas. Votem!

Artista do Ano -Votação

A próxima votação é para a definição de qual foi o maior nome de 2025. E esse anos só temos peso pesados do mainstream da música. Votem!